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Polícia

Mulheres mortas por policial após briga entre vizinhas: o que se sabe sobre o caso

Crime aconteceu na manhã desta quarta-feira (09) no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica

Mulheres mortas por policial após briga entre vizinhas: o que se sabe sobre o caso
- Crime aconteceu na manhã desta quarta-feira (09) no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica
Foto de perfil de Atilio Esperandio

Atilio Esperandio

Jornalista formado pela FAESA é apaixonado por esportes e especialista em esportes capixaba. Atualmente é repórter multimídia no portal Tribuna Online onde cobre o Brasil e o mundo, além de apresentar o podcast Apita Aí na TV Tribuna Band, sempre falando do melhor do esporte!

Última atualização


Na manhã desta quarta-feira (09), duas mulheres foram mortas por um cabo da Polícia Militar no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica. As vítimas, que eram casadas e moravam há quatro anos no local, foram identificadas como Daniele Toledo Rocha, 45 anos, e Francisca Chaguiana Dias Viana, que não teve a idade divulgada. 

As vítimas foram mortas após uma discussão com a ex-mulher do cabo da PM. Ela teria ligado para ele informando que estaria sendo ameaçada e impedida de sair da própria casa. O militar, chegou ao local fardado e em uma viatura, e logo atirou contra as mulheres.

Elas tentaram fugir mas sem sucesso. Uma das vítimas morreu no local e a outra chegou a ser socorrida pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Cabo foi preso após o crime

O cabo está preso no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, para onde foi levado pelos próprios colegas de farda, que recolheram sua arma e entregaram à Corporação.

“Abandono de posto já é um crime, por si só. Claro, vêm as circunstâncias, como se ele recebeu autorização do superior”, disse.

O comandante-geral disse que o cabo não pegou a viatura. “Ele pediu apoio da viatura para se deslocar até o local e averiguar a situação. Possivelmente, os colegas foram dar esse apoio sem saber, claro, que fosse ter esse desfecho”, afirmou.

Comandante-geral da PM disse se tratar de crime militar

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Ríodo Rubim, explicou que trata-se um crime militar, pois o cabo estava fardado e em serviço.

“Tudo será apurado no Inquérito Policial Militar que será feito na Corregedoria, pois o flagrante será enviado à Justiça nas próximas 24h. Ele pode ser excluído, demitido, expulso. Mas quem dirá isso são os autos, será a Justiça”, disse.


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