- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
Polícia

“O Guilherme faz falta, ele era alegria”, diz pai de músico morto por ex-PM no ES

Glício da Cruz Soares afirmou esperar que o julgamento encerre o caso, para que a família tenha a paz e a alegria deixada pelo filho

“O Guilherme faz falta, ele era alegria”, diz pai de músico morto por ex-PM no ES
- Glício da Cruz Soares falou sobre a saudade do filho, Guilherme Rocha (foto em destaque), morto por ex-policial em Vitória
Foto de perfil de Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

Última atualização



O pai do músico Guilherme Rocha, o médico legista aposentado Glício da Cruz Soares, conversou com a reportagem de A Tribuna no Fórum Criminal de Vitória antes do fim do júri que condenou o réu, o ex-policial militar Lucas Torrezani de Oliveira, a 32 anos de prisão. Ele afirmou esperar que o julgamento encerre o caso, para que a família tenha a paz e a alegria deixada pelo filho.

A Tribuna – O que representa este julgamento para o senhor, após três anos do crime?

Glício da Cruz Soares – Estou esperando que tudo saia bem para enterrar esse processo, mas a expectativa da demora é muito desagradável. A justiça no Brasil é muito lenta. Então, a gente quer que pelo menos o processo chegue ao fim.

Não me importa — eu tenho dito sempre isso — qual vai ser o final, qual vai ser a decisão, qual vai ser a pena, ou se ele não vai ser penalizado; importa que termine esse processo para a gente ter paz.

Como têm sido esses anos de espera para o senhor?

A gente quer ter paz, ter tranquilidade, ter alegria na nossa casa, porque o Guilherme faz falta, ele era a própria alegria. Então, nós precisamos recuperar essa alegria, mesmo com a ausência dele fisicamente, mas com a presença espiritual. Eu sou uma pessoa que creio em Deus, sou cristão, tenho uma religião e uma fé inabalável. Então, eu estou tranquilo. Só estou realmente preocupado para que isso se encerre, porque nos incomoda.

O senhor ainda espera por uma condenação do réu?

Não espero nada. Nesse Brasil que a gente vive, eu não espero nada. Em especial da justiça que a gente vive hoje, em que as leis são mudadas, e são muitos recursos, muitas interpretações jurídicas. Então, a gente espera que tenham bom senso e encerrem o caso.

Ex-policial militar foi condenado

Lucas Torrezani de Oliveira foi condenado a 32 anos de reclusão pelo assassinato do músico Guilherme José Rocha Soares, de 36 anos, durante uma discussão por causa de som alto em um condomínio em Jardim Camburi, Vitória.

A sentença foi lida por volta das 23h30 dessa quarta-feira (20) e Lucas foi condenado a 30 anos por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima e a 2 anos por abuso de autoridade.

Lucas também terá de pagar uma indenização de R$ 500 mil aos familiares da vítima. Ele foi demitido da Polícia Militar em 2024.



Mais Lidas

Ver tudo ›