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Polícia

Operação mira contrabando de canetas emagrecedoras no ES

Investigação aponta que servidores públicos da área da saúde aplicavam medicamentos proibidos no Brasil dentro e postos de saúde da Grande Vitória

Operação mira contrabando de canetas emagrecedoras no ES
- Medicamentos contrabandeados foram encontrados durante cumprimento de mandados
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Ana Carolina Carnelli

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo e pós-graduada em Marketing e Mídias Digitais pela Universidade de Vila Velha. Tem experiência em escrita de textos jornalísticos, apresentação de podcasts, produção, assessoria de imprensa e cobertura de eventos. Também já atuou na criação e edição de conteúdo para mídias sociais.

Última atualização



Um homem apontado como o principal contrabandista de medicamentos no Espírito Santo foi preso na manhã desta quinta-feira (28), durante a Operação “Efeito Colateral”. A ação mira o contrabando, o descaminho, a distribuição e a venda de medicamentos na Grande Vitória.

Em entrevista ao Tribuna Manhã, da TV Tribuna/Band, o superintendente de Polícia Especializada (SPE), delegado Rafael Correa, e o titular da Decon, delegado Eduardo Passamani, disseram que a operação mirou principalmente a venda ilegal de canetas emagrecedores no Estado.

“Alguns dos medicamentos apreendidos, que eram contrabandeados pela quadrilha, são os conhecidos como canetas emagrecedoras. Esse tipo de medicamento requer um tipo de manuseio para transporte e venda que, provavelmente, não eram realizados por esse grupo. Quando esse cuidado não é realizado, isso pode trazer sérios riscos à saúde das pessoas que estão consumindo esses produtos”, afirmou.

Prisão na Serra e buscas em Vila Velha

A investigação busca desarticular uma organização criminosa especializada em contrabando, descaminho e distribuição e venda de medicamentos diversos, entre eles as “canetas emagrecedoras”. O principal alvo foi preso na Serra.

Além disso, outros mandados de busca e apreensão foram cumpridos no bairro Araças, em Vila Velha.

“Essa pessoa que foi alvo da prisão, de acordo com as nossas investigações, era o chefe da organização criminosa, que tinha como objetivo o contrabando de medicamentos de origem estrangeira para o Brasil. Alguns desses produtos inclusive, não possuem permissão de venda no Brasil”, explicou.

Segundo o delegado, o grupo fazia a oferta dos medicamentos por meio de redes sociais, como Instagram e WhatsApp. A apuração também indica que as funções dentro da organização eram divididas.

“Cumprimos outros seis mandados de busca e apreensão, na residência de pessoas suspeitas de fazerem parte dessa organização criminosa. Esses integrantes possuíam atividades bem definidas dentro do grupo: algumas faziam a venda, e outras que faziam a propaganda”.

Investigação cita suspeita envolvendo servidores da saúde

Ainda de acordo com o titular da delegacia, servidores públicos da área da saúde também são investigados, suspeitos de usarem de seus cargos para realizar aplicação dos medicamentos contrabandeados dentro de Postos de Saúde.

“Servidores estão fazendo a aplicação de medicamentos, cuja a venda não é permitida no Brasil, dentro de postos de saúde da Grande Vitória”, explicou.

A operação contou com apoio operacional da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e das Especializadas, totalizando 50 policiais distribuídos em 15 viaturas.

A operação segue em andamento.




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