As investigações sobre a morte do menino de sete anos, após levar um tiro acidental disparado pelo irmão, de 11, acabaram apontando o pai das crianças como culpado pela tragédia. O fato aconteceu no dia 14 de abril deste ano, no bairro Nova Esperança, em Cariacica.
As informações sobre as investigações foram passadas nesta sexta-feira (19), quando o delegado titular da DHPP Cariacica, delegado Eduardo Khaddour, explicou a dinâmica do ocorrido e os crimes pelos quais o pai foi indiciado.
“As crianças estavam sozinhas porque os pais saíram para trabalhar, mas o pai possuía um revólver calibre 38, municiado em um guarda-roupa sem qualquer proteção [..] Infelizmente aconteceu uma fatalidade, essa criança de 11 anos se apoderou da arma de fogo e realizou um disparo contra o menino de 7 anos”, explicou o delegado.
O pai a princípio acusou um vizinho como autor do crime, afirmando que era um antigo desafeto. Na ocasião, populares chegaram a entrar na casa do homem acusado injustamente, provocando diversos danos ao local. Mas a polícia concluiu que no dia do fato o vizinho nem sequer estava na cidade.
Segundo o delegado, o pai teria acusado o vizinho com o objetivo de se livrar da responsabilização pelo crime. “Ele será indiciado por homicídio culposo em razão dessa omissão na cautela da arma de fogo que permitiu que o filho de 11 anos se apoderasse da arma e efetuasse o disparo”, disse Khaddour.
Além disso, o pai também foi indiciado por crime de fraude processual “por ter escondido o revólver no jardim da residência, embaixo de um vaso, com o objetivo de se eximir da responsabilidade criminal que poderia acarretar a ele”, concluiu o delegado.
A denúncia contra o pai foi feita pelo Ministério Público e ele é réu no processo, mas se encontra em liberdade. Cabe agora à Justiça o desdobramento do crime.
arma dentro de casa
O Delegado-Geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, chamou atenção para a tragédia ocorrida por causa do armamento e fez um alerta às pessoas. “Quero deixar claro que todo aquele que quer ter uma arma dentro da sua casa, que ele tenha as cautelas devidas, e isso tem que ser feito através da legalidade.”
Arruda também lembrou que a população não deve tentar fazer justiça “com as próprias mãos”, como ocorreu quando danificaram a casa do vizinho acusado injustamente. “Não façam isso. Acreditem na sua polícia, na justiça criminal”, pediu.
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