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POLÍCIA

Perícia da PF vê indícios de que Roberto Jefferson premeditou ataque a policiais

O laudo da perícia deve ficar pronto nos próximos dias

Perícia da PF vê indícios de que Roberto Jefferson premeditou ataque a policiais
- SP - ELEIÇÕES 2022/ROBERTO JEFFERSON/PRISÃO/TIROS/ARQUIVO - POLÍTICA - Foto de arquivo de 15/08/2017 do ex- deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), delator do esquema do mensalão, durante entrevista num hotel em São Paulo. A assessoria de imprensa da Polícia Federal no Rio de Janeiro manifestou-se na tarde deste domingo, 23, sobre o episódio envolvendo Jefferson (PTB), em Levy Gasparian, na Costa Verde fluminense. Segundo a PF, "policiais federais foram à casa do alvo para cumprir ordem de prisão determinada, na data de ontem (sábado, 22), pelo STF, e durante a diligência, na manhã de hoje (domingo, 23), o alvo reagiu à abordagem da PF que se preparava para entrar na residência. Dois policiais foram atingidos por estilhaços, mas passam bem. A diligência está em andamento". 15/08/2017 - Foto: JF DIORIO/ESTADÃO CONTEÚDO
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Agência Folhapress

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Última atualização

Perícia realizada nesta segunda-feira (24) pela Polícia Federal aponta indícios de que Roberto Jefferson (PTB) premeditou a reação violenta contra o delegado e agentes que foram à sua casa no último domingo (23) cumprir uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A suspeita é a de que o ex-deputado montou o cenário após sua filha ter, na sexta (21), divulgado nas redes sociais vídeo em que ele xinga Cármen Lúcia, ministra do STF, associando-a a termos como “prostitutas”, “arrombadas” e “vagabundas”.

O laudo da perícia deve ficar pronto nos próximos dias. A PF ainda tenta identificar se Jefferson fez o vídeo de propósito para provocar sua prisão ou se a premeditação ocorreu após a repercussão.

Entre os elementos encontrados está um tripé para gravação de imagens e fita adesiva utilizada nas granadas. A perícia também encontrou marcas de 60 tiros de fuzil. Em depoimento, o político citou mais de 50, além de três granadas.

Cumprindo prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, o ex-deputado voltou a ser preso na noite deste domingo (23) após disparar tiros e atirar granadas contra policiais federais que foram à sua casa, em Levy Gasparian (RJ), cumprir ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele feriu dois policiais e foi indiciado sob suspeita de quatro tentativas de homicídio contra policiais.

A decisão de prisão foi dada porque o ex-deputado descumpriu medidas impostas pelo STF em uma ação penal em que ele é réu por sob acusação de calúnia, incitação ao crime de dano contra patrimônio público e homofobia. Ele estava proibido de dar entrevistas, receber visitar e usar redes sociais.

Em um primeiro momento, o presidente Jair Bolsonaro criticou tanto a reação de Jefferson como as decisões do STF. Horas depois, após a repercussão do caso, passou a chamar o aliado de “bandido” e prestou solidariedade aos policiais feridos.

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