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Polícia

PF investiga desvio de recursos públicos para eventos de esportes digitais no ES

Operação cumpre mandados expedidos pelo STF em três estados, além do Distrito Federal. Veja o que já se sabe

PF investiga desvio de recursos públicos para eventos de esportes digitais no ES
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Andressa Antunes

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, atua como repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, gestão estratégica de redes sociais, cobertura de eventos e produção de videocasts.

Última atualização

Uma operação conjunta da Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrada nesta terça-feira (29), investiga o desvio de recursos públicos de emendas parlamentares destinados à realização de eventos de esportes digitais.

Segundo informações apuradas pelo portal g1, os jogos estudantis de games on-line foram realizados no Espírito Santo e no Distrito Federal entre 2023 e 2024. O centro da investigação é uma Organização Não Governamental (ONG) do DF que teria recebido cerca de R$ 15 milhões em recursos públicos federais, por meio do Ministério do Esporte, para realizar os eventos. 

De acordo com a Polícia Federal, estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados do Acre, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal.

Também foram determinadas medidas de sequestro de bens, como veículos e imóveis, além do bloqueio de contas bancárias de empresas investigadas. Somadas, as medidas de bloqueios patrimoniais podem alcançar R$ 25 milhões.

“Entre as medidas determinadas, está a suspensão de novos repasses de recursos federais à associação investigada, bem como a proibição de que a entidade transfira valores às empresas subcontratadas no âmbito dos termos de fomento analisados”, explicou a corporação.

Ainda segundo apuração do g1, investigadores encontraram indícios de falsificação de orçamentos e fraudes em termos de subcontratação de serviços — e também há suspeita de participação de empresas de fachada, sem que fosse possível rastrear o uso dos recursos federais. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 13,2 milhões, o que representa mais de 81% do orçamento destinado para o projeto.




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