- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
REDE DE EXPLORAÇÃO SEXUAL INFANTIL

Piloto e mulher presa no ES planejavam encontro presencial, diz polícia

Investigada vendia imagens da filha de três anos para o piloto, que é acusado de chefiar uma rede de exploração sexual infantil

Piloto e mulher presa no ES planejavam encontro presencial, diz polícia
- Sérgio Antonio Lopes foi preso em fevereiro acusado de chefiar uma rede de exploração sexual infantil
Foto de perfil de Andressa Antunes

Andressa Antunes

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, atua como repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, gestão estratégica de redes sociais, cobertura de eventos e produção de videocasts.

Última atualização



Investigações da Polícia Civil apontam que a mulher presa no Espírito Santo e o piloto acusado de chefiar uma rede de exploração sexual infantil planejavam se encontrar pessoalmente. De acordo com a corporação, a investigada vendia imagens de conteúdo sexual da filha, de 3 anos, para Sérgio Antonio Lopes, que foi preso em São Paulo no mês de fevereiro.

“Existia a possibilidade de um encontro pessoal do suspeito com a vítima. Nós conseguimos efetuar a prisão antes que o fato fosse concretizado”, afirmou a delegada Luciana Peixoto, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia da Polícia Civil do Estado de São Paulo. 

A moradora de Marataízes e o piloto investigado mantinham contato desde, ao menos, o mês de agosto. No entanto, segundo a investigadora, mensagens mais antigas entre os dois foram apagadas. Durante as conversas, que ocorriam via WhatsApp, o piloto solicitava fotos e vídeos sexuais da criança, incluindo registros de estupro.

LEIA TAMBÉM: Como agia mulher presa no ES por participar de rede de exploração sexual infantil

Entenda o caso

A mulher presa nesta terça-feira (10), em Marataízes, é natural de Minas Gerais mas mora no litoral Sul capixaba, onde conheceu o piloto Sérgio Antonio Lopes, de 62 anos, que é apontado como líder de uma rede de exploração sexual infantil. 

“A gente não tem as informações precisas, mas tudo indica que ela conheceu [o piloto] na praia, em uma visita dele à Marataízes. Ela é artesã, vende produtos que mesma faz na praia e conheceu ele lá”, explicou a delegada Luciana Peixoto.

A partir do encontro, que ocorreu quando a criança tinha 2 anos, a exploração sexual teve início. Em troca de dinheiro, a mulher realizava e registrava fotos e vídeos de abusos sexuais contra a própria filha, que eram enviadas para o piloto. “Ele solicitava imagens, vídeos, e mediante pagamento ela produzia o conteúdo sexual”, destacou a delegada, que afirmou que os valores eram diversos, mas irrisórios. 

A mulher foi alvo de um mandado de prisão temporária e será indiciada pelos crimes de estupro de vulnerável; exploração sexual infantil; produção, venda, compartilhamento e armazenamento de material de pornografia infantil; e aliciamento de menores. 

Durante a ação, que integra a segunda fase da Operação Apertem o Cinto, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência da suspeita. O objetivo, segundo a polícia, foi apreender o celular da investigada, que seria usado para enviar as imagens da criança e receber o pagamento.

Relembre o caso

Sérgio Antônio Lopes, de 62 anos, foi preso no dia 9 de fevereiro, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. No momento de sua prisão, ele admitiu que realizava pagamentos e favores para as famílias das vítimas em troca de imagens e vídeos sexuais das crianças. Ele também teria pago aluguéis, comprado remédios e eletrodomésticos em troca dos abusos. 

Ao ser questionado, o piloto também admitiu que se encontrava com crianças e adolescentes em motéis espalhados pelo Brasil, além de manter conteúdos sexuais das vítimas no aparelho celular. A investigação apontou que o piloto teria conhecido uma das vítimas de quem tem registros no celular durante uma viagem ao Espírito Santo.

Quatro mulheres (incluindo mães e avós) e o piloto já foram presos por envolvimento na rede criminosa. Até o momento, foram identificadas sete vítimas em São Paulo e no Espírito Santo, entre crianças e adolescentes — sendo que a criança de três anos, que foi resgatada e deixada aos cuidados de outros familiares, é a mais nova. 





Mais Lidas

Ver tudo ›