Um policial militar de 32 anos está sendo investigado pelo assassinato de Ailton Virgilio de Vasconcelos Filho, de 47 anos, que morreu a tiros em um bar no bairro da Várzea, na Zona Norte do Recife, na madrugada do último domingo (2).
O suspeito prestou depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e foi liberado nesta segunda-feira (3), sob a condição de responder ao processo em liberdade. Segundo a defesa do policial militar, ele exerceu o direito de permanecer em silêncio durante o interrogatório feito pelas autoridades.
Discussão em bar e uso de arma registrada
As circunstâncias do crime ainda não foram totalmente esclarecidas. De acordo com uma das versões, Ailton e o policial militar, que estava à paisana, estavam no mesmo bar quando teve início uma discussão.
O policial teria se aproximado de uma mulher que estava acompanhada de um parceiro, o que teria provocado uma confusão entre os dois homens. Em seguida, o suspeito teria ido até o seu veículo e trazido a arma do crime, uma pistola calibre 9 mm. Essa arma pertencia ao PM, era devidamente registrada, e foi levada pelo investigado até o DHPP.
Testemunhas afirmaram que ele voltou para o bar efetuando diversos disparos, e um deles atingiu Ailton, que morreu no local. Na área do crime, foram encontrados vestígios dos disparos de uma pistola semelhante à pertencente ao suspeito.
Defesa nega motivo ligado a discussão por mulher
Em entrevista à TV Tribuna, o advogado do suspeito afirmou que o policial militar compareceu ao DHPP de forma voluntária.
“Não existe contra ele prisão de nenhuma ordem, nem preventiva nem temporária, porque não estão presentes os requisitos que autorizem. Ele permanece à disposição da polícia, da justiça e da corregedoria, mas responderá ao processo em liberdade”
Ainda de acordo com a defesa do policial, as informações de que ele teria entrado conflito com outro homem são inverídicas e não estariam presentes no inquérito.
O caso segue em investigação.