Treze anos após o crime que chocou o futebol pernambucano, a Polícia Civil de Pernambuco efetuou a prisão de José Carlos Feitosa Barreto. Ele é o autor do disparo que atingiu a cabeça do torcedor alvirrubro Lucas de Freitas Lyra, em fevereiro de 2013, nas imediações do Estádio dos Aflitos.
A detenção ocorreu no último dia 10 de fevereiro, conforme confirmado pela família da vítima. Barreto, que trabalhava como segurança para a empresa de ônibus Pedrosa na data do incidente, havia sido condenado a oito anos de reclusão por tentativa de homicídio qualificado, mas aguardava o julgamento de recursos em liberdade.
Crime e condenação
O episódio de violência aconteceu na Avenida Conselheiro Rosa e Silva, momentos antes de uma partida entre Náutico e Central. Na ocasião, uma confusão envolvendo torcedores do Sport e seguranças de um ônibus da empresa Pedrosa culminou no disparo efetuado por Barreto contra Lucas Lyra, então com 19 anos.
O réu admitiu a autoria do disparo apenas em 2018, cinco anos após o crime. A Justiça determinou a pena de oito anos, agora em fase de cumprimento após o esgotamento de prazos recursais.
Sequelas e luta pela vida
Lucas Lyra sobreviveu ao ferimento, mas carrega sequelas profundas daquela tarde de 2013. O jovem permaneceu internado por mais de três anos, recebendo alta apenas em agosto de 2016. Ele teve perda de 7% da massa encefálica e comprometimento da coordenação motora do lado esquerdo. Apesar das limitações físicas, Lucas preservou as funções cognitivas.
Reparação civil
Recentemente, em 2024, o caso obteve um desfecho também na esfera cível. A Justiça condenou a empresa Pedrosa e o Grande Recife Consórcio de Transporte ao pagamento de indenização de R$ 2 milhões referente a danos materiais, morais e estéticos, além de uma pensão vitalícia fixada em três salários mínimos mensais para custear as necessidades do jovem.