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Polícia tenta frear avanço de facção carioca no ES

Operação Expurgo da Polícia Civil cumpre mandados em nove bairros de Vitória para asfixiar a estrutura financeira e prender lideranças do TCP.

Foto de perfil de Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

Última atualização


A Polícia Civil deflagrou nesta segunda-feira (17) a Operação Expurgo para asfixiar a atuação do Terceiro Comando Puro (TCP), facção criminosa originária do Rio de Janeiro que mantém uma estrutura na Grande Vitória.

A ação teve como alvo bairros de Vitória e busca identificar integrantes que ocupam posições de liderança e gerência na organização criminosa. As informações foram divulgadas pela repórter Suzy Faria, da TV Tribuna/Band.

Operação Expurgo mira estrutura financeira da facção

Segundo a Polícia Civil, os mandados foram cumpridos após a prisão de Luan e Gabriel Gomes Faria, conhecidos como “irmãos Vera”, apontados como lideranças do TCP na capital. A investigação tenta descobrir quem assumiu as funções deixadas por eles dentro da facção.

Os policiais estiveram em nove bairros e cerca de R$ 23 mil foram apreendidos na casa de um suspeito que seria responsável por recolher e guardar dinheiro da organização criminosa.

“O objetivo da operação hoje é fazer o asfixiamento do Terceiro Comando da Capital, que é uma organização oriunda do Rio de Janeiro que se instalou aqui na região da Grande Vitória”

A afirmação é do delegado Társis Morais Gondim, do Centro de Inteligência e Análise Telemática (CIAT), que coordena as apurações.

Ainda segundo o delegado, a coleta de provas poderá subsidiar novas medidas judiciais contra os investigados.

Empresas mapeadas e novas medidas judiciais

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Jordano Bruno, diversas empresas ligadas ao grupo já foram identificadas e várias lideranças presas ao longo da investigação.

“A partir dessa operação, a gente consegue identificar a ramificação de toda essa estrutura dessa facção criminosa, justamente para poder identificar quem são os responsáveis pela contabilidade, pelo armazenamento da droga, de quem eles compram essa droga e de onde vem o armamento que eles utilizam para realizar os ataques.”

Segundo a corporação, o material apreendido e as informações colhidas em campo devem reforçar pedidos de novas decisões judiciais contra o grupo criminoso.

Bairros alvos e cumprimento de mandados

Dos 20 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça, 17 haviam sido cumpridos durante o acompanhamento da operação.

A ação teve como alvo nove bairros de Vitória:

  • Santos Dumont
  • Itararé
  • Tabuazeiro
  • Santa Marta
  • São Benedito
  • Jabour
  • Estrelinha
  • Fradinhos
  • Jesus de Nazaré

Lideranças presas e foragidas do TCP

A investigação avançou após a prisão de Luan e Gabriel Gomes Faria, os “irmãos Vera”, apontados pela polícia como lideranças do TCP na capital.

A Polícia Civil informou que algumas lideranças já identificadas estão foragidas. Entre elas está Bruno Gomes Faria, o “Nono”, que, segundo as investigações, estaria escondido no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro.

As informações sobre a operação foram fornecidas pela Polícia Civil e pela TV Tribuna/Band.



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