Um policial rodoviário federal à paisana foi um dos responsáveis por ajudar a conter o ex-estudante de 18 anos que invadiu a escola Éber Louzada Zippinotti, na tarde desta sexta-feira (19), em Jardim da Penha, Vitória.
Identificado como Michel Nascimento, o policial rodoviário revelou que estava dentro de casa quando ouviu algumas pessoas gritando.
“Eu estava na sala descansando. Aí ouvi a funcionária de uma loja de colchões que tem ali na esquina da escola gritando. Ela começou a falar que uma pessoa toda vestida de preto estava colocando várias coisas no bolso, como flechas, e que estava indo na direção da escola. Eu pensei que fosse brincadeira porque passam muitas crianças ali, então inicialmente nem fui olhar pela janela”, disse.
No entanto, ele ressalta que a mulher continuou gritando. “Ela começou a gritar que ele estava querendo invadir a escola. Nesse momento vi que era sério, aí peguei minha arma e fui correndo até a escola. Quando cheguei, as crianças começaram a gritar ‘socorro, tem um doido aqui dentro’. Era muita gritaria. Inclusive, deu até para ouvir o barulho da besta sendo acionada”, revelou Nascimento.
O policial contou que foi correndo para frente do portão da escola para tentar entrar. “Comecei a gritar para alguém abrir para mim, avisei que era policial, mas não ouviram. Até que um homem parou e disse que não conseguia abrir porque estava trancado. Mas avisei que era para ele forçar que eu conseguiria passar pelo buraco que fizesse”.
Assim que conseguiu entrar na instituição, o policial se encaminhou para o segundo andar, onde o ex-estudante estava. “Quando cheguei lá, já tinha um professor tentando conter o garoto. Então com a arma em punho, mandei ele ficar deitado e revistei ele. Foi quando encontrei uma faca na cintura e algo que parecia um spray, mas não tenho certeza. Ele também estava com a besta e flechas. Tirei tudo de perto e fiquei segurando ele”.
Como o jovem estava nervoso e agitado, o policial Nascimento pediu algo para que pudessem prendê-lo até a chegada da Polícia Militar. “Arrumaram aquela corda e amarramos os braços e pernas. Logo depois, de forma bem rápida, a Polícia Militar e os guardas chegaram”, finalizou ele.
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