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Polícia

Prefeito e ex-prefeito de Pedro Canário são presos pela Polícia Federal

Segundo a corporação, operação mira uma organização criminosa voltada à prática de corrupção no município; veja o que já se sabe

Prefeito e ex-prefeito de Pedro Canário são presos pela Polícia Federal
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Redação Tribuna Online

Última atualização

O prefeito e ex-prefeito de Pedro Canário, no Norte do Espírito Santo, foram presos durante a Operação Eco da Fraude II, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (26). De acordo com a corporação, Kleilson Rezende (PSB) e Bruno Araújo (PDT) estão entre os alvos da ação, que mira uma organização criminosa voltada à prática de corrupção no município.

No total, foram cumpridos dois mandados de prisão, mandados de afastamento cautelar de ocupante de cargo eletivo e de servidor do município e 11 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares investigativas e patrimoniais, deferidas pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo.

O inquérito apura fraudes em licitações, peculato-desvio e lavagem de dinheiro. Ainda segundo a corporação, os crimes estariam relacionados ao evento “XXXIV Forró da Tábua Lascada”, realizado no município em agosto do ano passado.

“A investigação identificou indícios de um esquema estruturado envolvendo agentes públicos e empresários, caracterizado por manipulação de procedimentos licitatórios, superfaturamento de contratos públicos e pagamento de vantagens indevidas, com posterior ocultação da origem dos valores”, informou a Polícia Federal, por nota.

As apurações indicam, ainda:

  • movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados;
  • utilização de contas de terceiros e operadores para circulação de valores em espécie;
  • existência de estrutura organizada para ocultação e dissimulação de recursos ilícitos.

A Polícia Federal explicou, ainda, que as medidas cautelares têm como finalidade aprofundar a coleta de provas, identificar eventuais outros envolvidos, interromper a continuidade das práticas criminosas e resguardar o ressarcimento ao erário.

“Os fatos investigados podem configurar, em tese, os crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, lavagem de capitais e organização criminosa, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 30 anos de reclusão”, completou a corporação. 

A Prefeitura de Pedro Canário foi procurada para se pronunciar sobre a prisão e, assim que houver resposta, o texto será atualizado.





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