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Polícia

Professor é preso suspeito de armazenar pornografia infantil no ES

Docente de 42 anos, que também atua como coordenador em escola municipal, foi preso em Cariacica suspeito de manter 119 arquivos de abuso infantil

Foto de perfil de Atilio Esperandio

Atilio Esperandio

Jornalista formado pela FAESA é apaixonado por esportes e especialista em esportes capixaba. Atualmente é repórter multimídia no portal Tribuna Online onde cobre o Brasil e o mundo, além de apresentar o podcast Apita Aí na TV Tribuna Band, sempre falando do melhor do esporte!

Última atualização


Um professor de 42 anos foi preso nessa quinta-feira (20), em Cariacica, suspeito de armazenar material de abuso e exploração sexual infantil. Durante uma operação da Polícia Civil, foram encontrados arquivos desse tipo no celular e no computador do homem, que também é coordenador de uma escola municipal no município.

O relatório que deu origem à investigação apontava que o suspeito, que é professor em uma escola municipal de Vila Velha e coordenador escolar em uma escola municipal de Cariacica, estaria armazenando 119 imagens e vídeos de possível abuso e exploração sexual infantil. Durante as buscas, os policiais encontraram material desse tipo nos dispositivos do suspeito.

Investigação

De acordo com o A investigação teve início após a Polícia Civil receber um alerta do Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas, dos Estados Unidos(NCMEC, sigla em inglês), de que um homem estaria armazenando conteúdo de exploração infantil em Cariacica

Nesse alerta, dois vídeos, classificados inicialmente como possível material de produção de abuso sexual infantil, levantaram a suspeita de que o homem não estaria apenas armazenando esse tipo de conteúdo, mas também produzindo.

“A gente recebeu esse alerta no mês de abril e ontem a gente obteve êxito em cumprir um mandado de busca e apreensão e prisão preventiva na casa desse indivíduo. A equipe, ao chegar ao local, encontrou no celular desse indivíduo material de abuso e exploração sexual infantil e em função disso, foi dada voz de prisão a esse indivíduo”, disse o chefe da Divisão Patrimonial (DRCCP) e titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), delegado Brenno Andrade.

Dois vídeos não seriam de produção própria

Após o relatório do NCMEC indicar que o suspeito poderia ter produzido dois vídeos, s policiais descobriram que os vídeos estavam relacionados a uma colega de trabalho do suspeito.

Essa colega teria entregue seu computador ao suspeito para que ele o formatasse. Enquanto mexia no computador, o suspeito teria encontrado, na nuvem da mulher, um vídeo da filha bebê, feito pela mãe para possivelmente mostrar a uma médica uma alteração na região íntima da criança.

O suspeito teria então baixado os arquivos para o próprio dispositivo.

Suspeito teria comprado pacotes de imagens pelo Telegram

O delegado Brenno Andrade afirmou também que, durante o interrogatório, o professor contou que teria comprado imagens íntimas pelo Telegram. 

De acordo com ele, os pacotes de imagens custavam aproximadamente R$ 10.

O suspeito disse ainda que a intenção não era comprar pacotes de imagens envolvendo menores de idade mas, quando essas imagens apareciam, ele não apagava os arquivos e acabava mantendo esse material.

O delegado, entretanto, afirmou que esse tipo de justificativa é comum em investigações semelhantes e que, na avaliação dele, a explicação não se sustenta diante da quantidade de arquivos encontrados.

A polícia não encontrou material relacionado aos filhos dele

Segundo a polícia, não foram encontrados, até o momento, indícios de que os dois filhos menores do suspeito fossem vítimas.

Visando proteger a esposa e os dois filhos, a polícia também não divulgou o bairro, tampouco a fachada da residência onde moram.

Polícia ainda investiga se suspeito compartilhou o material

As investigações continuam para esclarecer se o suspeito, além de armazenar o material, também compartilhou, produziu ou obteve conteúdo de outras formas

O homem permanece preso preventivamente e foi encaminhado ao sistema prisional, onde está à disposição da Justiça.


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