Um menino de dois anos trincou um osso do braço direito enquanto estudava na escola Zeni Pires Ferreira, em Cachoeiro de Itapemirim, Sul do Estado.
A suspeita é de que a criança tenha sido agredida pela professora no dia 28 de outubro, segundo a família.
A denúncia foi feita pela mãe do aluno, de 23 anos, que, acompanhada de um conselheiro tutelar do município, registrou boletim de ocorrência na delegacia no dia 1º de novembro.
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Ela conta que recebeu uma ligação da própria professora dizendo que um coleguinha havia caído sobre o seu filho e que ele estaria se queixando de dor.
A mãe revelou que pediu para ver as imagens da câmera de segurança instalada na sala de aula, mas foi informada de que apenas a secretaria de municipal de Educação poderia liberá-las, momento em que recorreu ao Conselho Tutelar.
O conselheiro tutelar Jessé Martins foi quem assistiu as imagens. Segundo ele, foram horas até que pudessem ver o que de fato aconteceu. A criança já passou por perícia médica e o caso será enviado também ao Ministério Público.
“Foi um caso nítido de agressão. A forma como a professora foi advertir o aluno, que estava passiva e tranquilamente sentado no chão, tentando calçar a sandália da coleguinha, foi absurda”.
Jessé contou que a professora arrastou o menino pelo braço de “qualquer jeito”, e quando ele volta para o chão “dá para perceber que ele já está sentindo dor no bracinho, começa a dar uns pulinhos e a segurar o braço chorando”, disse.
“Mesmo assim, ela vem, sacode o menino bruscamente, e depois carrega de novo pelo braço até o final da sala. Sem nenhum motivo aparente”.
O conselheiro destacou que a criança estava quieta no chão. “Não era uma criança que estava correndo, que estava pulando, não estava subindo em nada. O tempo todo da filmagem que acompanhamos, antes e depois, ele está comportadinho”.
A mãe do menino conta que se sente muito mal e impotente por não ter conseguido impedir que seu filho passasse por essa situação. E aconselha às outras mães que estejam atentas.
“Espero que isto não fique assim e que as providências sejam tomadas pela prefeitura”. Em nota, a prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim disse que professora foi afastada enquanto o caso segue em investigação.
A Polícia Civil relevou à reportagem que o caso segue em investigação, e não irá repassar mais detalhes para não atrapalhar os trabalhos.