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Polícia

Quadrilha que usava IA para acessar telefone de vítimas é alvo de operação no ES

Morador de Cariacica foi preso durante a ação, que também cumpre mandados em Mato Grosso; entenda

Quadrilha que usava IA para acessar telefone de vítimas é alvo de operação no ES
- Foram cumpridos treze mandados no Espírito Santo e em Mato Grosso
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Andressa Antunes

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, atua como repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, gestão estratégica de redes sociais, cobertura de eventos e produção de videocasts.

Última atualização



Um morador de Cariacica foi preso nesta terça-feira (14) durante a operação Mil Faces, que tem com alvo uma quadrilha especializada em invadir celulares e realizar furtos eletrônicos com o uso de inteligência artificial. A ação também cumpre mandados na cidade de Poxoreu, em Mato Grosso. 

De acordo com a Polícia Civil mato-grossense, são cumpridos dois mandados de prisão preventiva, cinco mandados de busca e apreensão, três mandados de sequestro de bens e valores e três mandados de afastamento de sigilo telemático. 

No Espírito Santo, além do mandado de prisão, foram realizadas buscas e apreensões em endereços ligados ao investigado. Os suspeitos são investigados pela prática dos crimes de associação criminosa, invasão de dispositivo informático qualificada, falsidade ideológica e furto qualificado mediante fraude eletrônica. As penas dos crimes, somadas, podem chegar a 19 anos de prisão.

Entenda como funcionava o esquema criminoso

As investigações tiveram início após uma provedora de telefonia identificar um esquema criminoso que utilizava inteligência artificial para burlar os sistemas internos de segurança biométrica da empresa, mediante reconhecimento facial. 

Segundo a Polícia Civil do Mato Grosso, o grupo criminoso era especializado em usar a tecnologia para criar falsas biometrias faciais, as chamadas deepfakes. Com as imagens altamente realistas, os investigados validavam a falsa identidade e trocavam o chip do dispositivo alvo do golpe, assumindo o controle total da linha telefônica das vítimas. Desta forma, o grupo conseguia acesso a diversos serviços financeiros e de telefonia dos clientes.

“Além dos danos causados à empresa, centenas de consumidores de todo o Brasil sofreram prejuízos acessórios, como subtração de valores em contas digitais e inúmeras compras indevidas”, explicou a corporação, por nota.


A Polícia Civil do Espírito Santo foi procurada para dar mais detalhes sobre o cumprimento de mandados no Estado e, assim que houver resposta, o texto será atualizado. 


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