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ATAQUE EM ESCOLAS

“Sonho da minha neta é ser promotora”, diz avô de menina baleada

Avô de uma das jovens feridas, Cosme Ribeiro chegou a receber a notícia da morte da neta, que está internada em estado grave

“Sonho da minha neta é ser promotora”, diz avô de menina baleada
- Cosme Ribeiro, avô de estudante ferida no ataque, diz que sentimento é de revolta e descrédito com as leis.
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Redação Jornal A Tribuna

Reportagens produzidas pela equipe de jornalistas da Rede Tribuna, publicadas no jornal A Tribuna.

Última atualização

Os gritos por justiça não expressaram sozinhos a dor de Cosme Vieira Ribeiro, 71 anos, angustiado pelo estado gravíssimo de sua neta. A estudante, de 14 anos, que não terá o nome divulgado a pedido da família, foi vítima do atentado de ontem pela manhã em uma das escolas de Aracruz, no Norte do Estado.  

Muito tenso pelo ocorrido, ele revelou à reportagem que a menina nutre um desejo para a sua futura carreira profissional.

“O sonho dela é  ser promotora de Justiça e a  irmã dela  se forma no ano que vem para ser advogada”.

Em  Aracruz, o avô chegou a receber a informação da suposta morte da jovem estudante, que foi levada em estado gravíssimo para o Hospital Estadual Nossa Senhora da Glória, conhecido como Hospital Infantil, em Vitória. Entretanto, horas depois, um parente da vítima informou  que a menina permanecia em situação crítica na unidade. 

A informação foi confirmada também em um boletim da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que alertou ainda que a adolescente está entubada com uma perfuração no crânio.

 
















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Revolta

De acordo com o avô, a adolescente foi atingida  na cabeça pelo criminoso. O sentimento dele  é de revolta e de descrédito com as leis.

“Tinha que ser criada uma lei mais rígida. Era para acabar com essas leis que protegem os jovens de não serem condenados pelos crimes que cometem.”

O avô da adolescente   afirmou ter sido pego de surpresa com o atentado ao Centro Educacional Praia de Coqueiral (CEPC),  onde a jovem estudava. 

Além do colégio particular, a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Primo Bitti também foi alvo do atentado. “Eu não esperava acontecer uma situação como essa. Minha neta está no começo de sua vida. Eu estou arrasado, tomei até remédio”, desabafou.

Procuradora-geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), Luciana Andrade esteve em Aracruz  e desejou recuperação à jovem. 

“Que ela se recupere e realize o seu sonho de integrar o Ministério Público conosco para proteger e trabalhar com afinco para a sociedade capixaba. Rogo, de coração, que esse sonho se realize”.

| Quem são as vítimas |

> Selena Sagrillo Zuccolotto, 12 anos

– A única vítima fatal do Centro Educacional Praia de Coqueiral foi a aluna Selena Sagrillo Zuccolotto, de 12 anos.

 – A adolescente cursava o 6º ano do Ensino Fundamental do colégio e foi atingida pelo assassino enquanto estava dentro da escola.  

– Ela chegou a ser encaminhada ao hospital, mas acabou não resistindo. A mãe de Selena, que mora na Bahia, na cidade de Eunápolis, ao saber da morte da filha, voltou imediatamente ao Espírito Santo.

– Selena era querida por professores e alunos, inclusive pelos estudantes mais velhos. Considerada uma aluna inteligente, era um dos destaques da turma. 

– Informações a respeito de velório e sepultamento não foram divulgadas pela família. Segundo o Departamento Médico Legal de Vitória, até o fim da tarde de ontem, o corpo ainda não havia sido liberado. Em respeito às vítimas do atentado, as aulas foram suspensas no município de Aracruz.

> Professoras assassinadas: Maria da Penha Pereira de Melo Banhos, 48, e Cybelle Passos Bezerra Lara, 45

– Maria da Penha Pereira de Melo Banhos, 48 anos,  e Cybelle Passos Bezerra Lara, 45, foram mortas durante o atentado da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio, Primo Bitti, em Coqueiral de Aracruz, Norte do Espírito Santo.

– Maria, mais conhecida como Penha,  lecionava Arte e era funcionária temporária da escola desde março deste ano. 

– Já Cybelle era professora de Matemática e servidora efetiva desde 2018. 

– As duas estavam na sala dos professores, juntamente aos colegas, quando o atirador de 16 anos entrou na escola pelo portão dos fundos, após quebrar um cadeado que o mantinha fechado, e começou a atirar.

– Quando os policiais chegaram  à escola e se dirigiram à sala, as duas servidoras já estavam mortas.

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