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Polícia

Suspeito de matar e enterrar irmã no quintal já havia ameaçado pai com faca diz PC

Abraão de Oliveira Soares, 42 anos, matou a irmã Miriam de Oliveira Soares a facadas e enterrou o corpo dela em um canteiro de plantas da casa deles

Suspeito de matar e enterrar irmã no quintal já havia ameaçado pai com faca diz PC
- Miriam de Oliveira Soares foi morta a facadas e enterrada no quintal de casa
Foto de perfil de Layna Cruz

Layna Cruz

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, é repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Já atuou no Tribunal de Justiça do Espírito Santo e no Senac-ES. Curiosa sobre tudo o que envolve comunicação e jornalismo, possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação institucional, cobertura de eventos, mídias sociais, fotografia e produção de vídeos e podcasts.

Última atualização



O suspeito de matar a irmã, a manicure Miriam de Oliveira Soares, 39 anos, e enterrar o corpo no quintal de casa já possuía um histórico de ameaça. Segundo a Polícia Civil, em outra ocasião, Abraão de Oliveira Soares, 42 anos, chegou a ameaçar o próprio pai com uma faca. 

A delegada Gabriela Enne, responsável pela prisão do suspeito e do gabinete do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa, expôs que a mãe da vítima e do suspeito logo desconfiou que o filho estivesse envolvido com o desaparecimento da irmã devido ao histórico de ameaças e agressões dele.

“Pelo histórico de muitas ameaças e agressões dentro de casa em relação a muitos familiares. Tanto a mãe, quanto duas filhas dela, que são irmãs dele e em relação ao pai que morou lá na residência até 2023. Ele tem, inclusive, um boletim de ocorrência contra o suspeito pelo crime de ameaça, em que ele chegou a utilizar uma faca em face do pai”, afirmou a delegada. 

Ainda de acordo com Enne, Abraão Soares demonstrou frieza em relação ao crime, além de manter sua rotina normalmente após o cometimento do crime. 

“Demonstrou uma frieza absurda, assim, de uma forma que você vê ali um desprezo pela vida humana. Inclusive dentro de casa ele continuou mantendo a vida dele normal, assistindo a televisão e vendo a mãe procurando durante diversos dias seguidos e ele não se prontificava em ajudar”, destacou Enne. 

No dia do crime, ao chegar em casa, a mãe encontrou o suspeito parado olhando para o canteiro onde enterrou a vítima. Ela chegou a questioná-lo sobre o desaparecimento da irmã, mas ele disse que os dois haviam discutido e ela saiu para a rua logo em seguida. 

O suspeito foi autuado em flagrante por ocultação de cadáver e encaminhado ao sistema prisional. Contudo, devido a ausência do estado flagrancial, não foi possível a realização da autuação em flagrante por homicídio. 

O crime 

A manicure Miriam de Oliveira Soares desapareceu no dia 12 de maio, quando foi morta a facadas pelo irmão. O corpo dela foi encontrado pela própria mãe, no sábado (16), em um canteiro de plantas no quintal da casa onde as duas e o suspeito moravam, em Serra Dourada I, na Serra. 

A família da vítima realizou buscas pela região durante os três dias de desaparecimento. No sábado, a mãe estendia roupa, quando sentiu um cheiro forte vindo do canteiro e decidiu mexer na terra, encontrando o corpo de Miriam Soares. 

Segundo a mãe dos envolvidos, no dia do desaparecimento, ao retornar para casa, ela encontrou o suspeito parado olhando para o canteiro e o chão sujo de terra. À mãe, Abraão disse que estava mexendo na fossa, quando o esgoto respingou nas plantas da irmã, o que teria motivado uma discussão entre os dois. 

Abraão morava na casa do segundo andar e, de acordo com a mãe dele, a irmã não aceitava a forma como ele vivia, pois estava desempregado e dependia financeiramente da mãe. 



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