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ALTO PODER DE DESTRUIÇÃO

Tráfico está mais perigoso com armas de guerras

Entre as armas mais apreendidas pelas forças de segurança está a metralhadora, com 150 unidades, nos últimos dois anos

Tráfico está mais perigoso com armas de guerras
- Um fuzil utilizado por soldados da guerra foi apreendido em Serra Dourada II, na Serra, pela Guarda Municipal

Última atualização

O número de armas altamente letais têm aumentado nas mãos de criminosos do Estado e deixado traficantes equipados com armas de guerras, como submetralhadoras e fuzis de uso exclusivo do Exército. 

Entre as armas mais apreendidas pelas forças de segurança está a metralhadora, totalizando 150 unidades, nos últimos dois  anos. O número de fuzis também subiu  e tem preocupado as autoridades, como  explica o titular da Delegacia Especializada de Armas e Munições (Desarme), delegado Daniel Belchior.

 “Sabemos que existe um processo de montagem no Paraguai e lá mesmo eles conseguem imprimir e falsificar marcas conhecidas americanas, agregando assim, mais valor a arma”, contou.  

Ainda de acordo com o delegado, o Estado não tem o perfil de produtor dessas armas de grosso calibre, mas sim, recebe de Estados vizinhos. Atualmente, um fuzil legalizado pode chegar a R$ 15 mil já no mercado do crime, pode ter o valor de cerca de R$ 70 mil. 

Quando questionado, sobre as possíveis formas de tráfico de armas dentro do município de Vitória que possui  96,536 km² metros, tendo poucos acessos por ser uma ilha, o delegado explicou que há muitas formas. Entre elas, há  possibilidade de aliciamento de  pescadores, adolescentes  e mulheres, porém, o mais comum é o uso das malhas viária com o uso de carros e ônibus.   

“É sempre um  fator de preocupação esse tipo de armamento ali nas ruas sendo utilizado por traficantes, mas a gente têm confiança no trabalho da polícia e que os envolvidos nesse tipo de crime serão presos e responderão criminalmente pelas suas ações”, disse o delegado.  

No último dia 14 setembro, a Polícia Militar apreendeu dois fuzis Colt 556, em menos de 24 horas,  durante policiamento realizado na Grande Vitória. 

A primeira apreensão foi no bairro Serra Dourada, na Serra, já a segunda foi registrada no Bairro da Penha, em Vitória. Ao todo, o Estado registrou 8 apreensões de fuzis neste ano, o que deixa a quantidade em pé de igualdade ao total do ano anterior.

Armas saem do Rio para o Estado

Para o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Douglas Caus, o setor de inteligência da PM, já identificou possíveis responsáveis em abastecer facções de Vitória com armas, um deles é um traficante conhecido como Dedeco, considerado fundador e liderança do Primeiro Comando de Vitória (PCV), preso no mês passado,  no Sul do Estado.   

De acordo com o Titular da Delegacia Especializada de Armas e Munições (Desarme), delegado Daniel Belchior, há uma rota definida para entrada dessas armas no Espírito Santo. “Segundo informações da própria Polícia Federal, essas armas são montadas no Paraguai e entram no país  por diversas formas. Já aqui no Estado, temos uma rota identificada que vem direto do Rio de Janeiro para facções como PCV, na capital”, explicou.

Além disso, o setor de inteligência da PM em parceria com a polícia civil investiga uma forte presença do Terceiro Comando Puro, no Estado, o que facilitado a entrada de armas vindas do Rio. 

Em setembro deste ano, agentes da PF prenderam um homem de 35 anos transportando sete fuzis, uma pistola 9 mm, além de peças de reposição de fuzil e carregadores, dentro do tanque de combustível de um carro. O armamento seria levado  para uma comunidade da capital carioca. A abordagem aconteceu na Rodovia Presidente Dutra, no município de Piraí, a 89 km da capital.

Disparo atinge mais de 5 mil metros

O atirador de precisão da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil Rodrigo Menezes explicou que os fuzis são armas de projéteis com alta velocidade, sendo acima de 600 metros por segundo. Já as metralhadoras são armas de uma capacidade de disparos em cadência mais veloz, que são características das armas apreendidas pela polícia.

“Um disparo de um fuzil 556, com a arma inclinada, pode chegar a 2600 metros. Já um 762 chega a 5400 metros, também com a arma inclinada. Ambos são projéteis de alta velocidade. Então se você está numa condição acima, como um morro, é um risco para quem está na baixada”, explicou.

Frequentemente o Jornal A Tribuna tem divulgado casos em que traficantes atiram de um morro a outro com armas longas ou atiram para cima para mostrar poder, muitos desses disparos acabam atingindo casas, carros e até moradores sem ligação com o tráfico. 

“Um tiro para cima, uma vez freado, e descendo com o peso dele, dificilmente vai ter capacidade para  causar uma lesão, por conta da velocidade baixa. Um tiro inclinado ou reto pode sim ferir ou até resultar em  morte”, explicou.

Também é muito comum a apreensão de “kit roni” que são acessórios, às vezes comprados pela internet, que podem transformar uma pistola em uma submetralhadora.

CASOS

 













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Tags armas

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