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Polícia

Universitário será julgado nesta quinta-feira por matar namorada com 40 facadas

Matheus Stein Pinheiro, 26 anos, irá a júri pelo assassinato de Ana Carolina Rocha Kurth, de 24 anos

Universitário será julgado nesta quinta-feira por matar namorada com 40 facadas
- Matheus Stein Pinheiro, 26 anos, vai a júri nesta quinta-feira (17) pelo feminicídio de Ana Carolina Rocha Kurth, morta com 40 facadas em Vitória
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Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

Última atualização


O universitário Matheus Stein Pinheiro, 26 anos, será julgado pelo Tribunal do Júri, nesta quinta-feira (17), pelo assassinato de Ana Carolina Rocha Kurth, de 24 anos, ocorrido em 2023. A jovem foi morta com mais de 40 facadas.

O julgamento terá início às 9h, no Fórum Criminal de Vitória e foi confirmado na tarde desta terça-feira (15), pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) e pelo Ministério Público do Estado (MPES).

Segundo o MPES, o réu responde pelo crime de homicídio, qualificado pelo motivo torpe, emprego de meio cruel, praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.

O crime aconteceu dentro do apartamento do casal, na rua Gama Rosa, no centro de Vitória, no dia 15 de maio de 2023. Aos PMs que atenderam à ocorrência, vizinhos contaram que ouviram a jovem gritando e pedindo socorro, antes de ser morta. O barulho fez com que chamassem a polícia.

No apartamento, os militares encontraram a porta principal arrombada e a jovem caída no corredor, que estava sujo de sangue. Os policiais acionaram o Samu, mas a jovem não chegou a ser socorrida, pois morreu no local.

No edifício, outros vizinhos relataram aos militares que o casal morava ali há cerca de três meses e que, nesse período, sempre presenciavam discussões e a vítima pedindo socorro.

O pai do suspeito informou aos policiais que Matheus estava em tratamento psiquiátrico. O réu foi preso dois dias após o crime.

O acusado foi submetido a um exame para avaliar sua capacidade mental. A conclusão foi que ele teve alucinações, que teriam motivado o crime. O laudo aponta ainda doença mental por uso de múltiplas drogas.

Em 2024, a defesa de Matheus apresentou o documento à Justiça. No entanto, o Ministério Público do Estado pediu a impugnação e a juíza Mônica da Silva Martins rejeitou o laudo.

Procurado, ontem, o advogado Homero Mafra informou que “a defesa confia que os jurados reconhecerão a inimputabilidade, na linha dos laudos oficiais que existem no processo”.

“O clamor das ruas, diante de um fato extremamente grave, não pode se sobrepor às perícias oficiais que atestam a doença mental de Matheus”.


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