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POLÍCIA

Vizinhos e rixa: suspeito confessa homicídio e ocultação de cadáver em cacimba

O corpo de Odivan estava em avançado estado de decomposição quando o Corpo de Bombeiros foi acionado para a retirada

Vizinhos e rixa: suspeito confessa homicídio e ocultação de cadáver em cacimba
- Os bombeiros usaram cordas para remover o cadáver, que foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

Com informações de Rafaella Pimentel

A equipe da TV Tribuna/Band acompanhou, na manhã desta sexta-feira (14), a saída de Júlio Monte da Cunha do DHPP, no Recife. Ele foi levado à audiência de custódia após confessar ter matado e ocultado o corpo do vizinho, Odivan de Lima, 27 anos, encontrado dentro de uma cacimba desativada no bairro de Floriano, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.

Corpo em decomposição e cacimba profunda

A vítima estava em avançado estado de decomposição quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local. A cacimba, seca e com cerca de quatro metros de profundidade, era estreita, quente e tomada pelo odor forte

Os bombeiros usaram cordas para remover o cadáver, que foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal.

A perícia identificou marcas compatíveis com pauladas no corpo e encontrou um saco plástico inserido na boca da vítima.

Briga ou legítima defesa?

Júlio, que tem 27 anos, confessou ter matado o vizinho, mas afirmou ter agido em legítima defesa. Disse à Polícia Civil que Odivan teria entrado na sua casa com uma faca.

No depoimento, ele alegou também que havia ameaças, rixas antigas e até “inveja”, mas não explicou claramente a motivação do conflito.

Moradores estranharam o sumiço

O crime só foi descoberto porque moradores do bairro sentiram falta da vítima. Eles relataram ter ouvido, cerca de quatro dias antes, uma briga vinda da casa do suspeito.

Quando a PM chegou, encontrou móveis desalinhados e sinais de luta corporal.

Foi então que Júlio admitiu ter matado o vizinho e revelado onde havia escondido o corpo: na cacimba do próprio terreno, onde lançou terra e detritos por cima para disfarçar.

Caminho do suspeito: dois DHPPs até a custódia

Júlio foi inicialmente levado ao DHPP Sul, em Jaboatão. Depois de confessar o homicídio, foi transferido para o DHPP do Cordeiro, no Recife, onde acabou autuado por homicídio e ocultação de cadáver.

A Tribuna esteve no DHPP e acompanhou a saída do suspeito para a audiência de custódia. Ele falou pouco, em frases curtas, enquanto era conduzido pelos policiais até a viatura. Disse que o vizinho tinha inveja dele, mas não explicou o motivo.

Casos de legítima defesa normalmente são comunicados à polícia, o que não aconteceu.

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