A frase “ganhei, mas não levei” está sendo repetida por 21 candidatos a deputado no Estado. Isso porque esses candidatos até conseguiram conquistar o voto do eleitor, ficando entre os 30 mais votados, mas por conta do sistema proporcional de votação, acabaram não sendo eleitos.
|
Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:
Destes 21, cinco eram candidatos a deputado federal e tiveram mais de 58 mil votos, pontuação que os colocaria acima de cinco dos deputados eleitos.
Já na Assembleia, 16 candidatos não foram eleitos mesmo após receberem mais votos do que o menos votado, que foi a opção de 12.176 eleitores este ano.
Isso ocorre porque o sistema eleitoral brasileiro definiu o sistema proporcional de voto para deputados.
No sistema proporcional, as vagas são distribuídas de acordo com a votação total obtida pela chapa de cada partido.
O cientista político Vinicius Zucculotto explica que, neste sistema, é necessário para o candidato ou para o partido, atingir o número mínimo de votos, chamado de quociente eleitoral
“No sistema proporcional usado no Brasil, é possível encampar diferentes grupos, diferentes pontos de vistas de modo a todo mundo conseguir se ver representado em pelo menos um deputado especificamente ou em algum partido”, detalha Zucculotto.
Para ser eleito na Câmara Federal de forma direta, o candidato teria de ver seu partido conseguir 208.443 votos. Caso menos de 10 partidos consigam essa quantidade, abrem-se as sobras.
Neste caso, o candidato teria de receber, sozinho, pelo menos 41.687 votos e torcer para seu partido conseguir 166.755 votos para ganhar uma vaga das sobras.
É por isso, por exemplo, que Renzo Vasconcelos (PSD), mesmo tendo recebido 82.276 votos, não foi eleito. Seu partido teve, no total, apenas 121.721 votos para deputado federal.
Já na Assembleia, o partido precisaria alcançar 69.243 votos para eleger um deputado diretamente. Já nas sobras, o candidato teria de conseguir 13.849 votos e seu partido teria de alcançar 55.395 dos votos para disputar as sobras.
Foi o que ocorreu com Davi Esmael e o PSD, que não elegeu deputados porque, apesar de Davi ter tido 17.115 votos, o partido, no total, teve somente 47.523 votos.
A lista dos candidatos:
Câmara federal
cinco candidatos a deputado federal tiveram votação expressiva, mas terminaram o pleito sem ser eleger. São eles:
Renzo Vasconcelos (PSC) com 82.276 votos; Felipe Rigoni (União) com 63.362; Soraya Manato (PTB) com 59.988; Tenente Assis (PTB) com 58.887; e Sueli Vidigal (PDT) com 58.251.
Assembleia legislativa
Não conseguiram ser eleitos mesmo com votação expressiva: Doutor Hercules (Patriota) com 23.534 votos; Alexandre Quintino (PDT) com 17.873; Luiz Durão (PDT) com 17.486; Davi Esmael (PSD) 17.155; Bruno Lamas (PSB) com 16.473; Dr Emílio Mameri (PSDB) com 16.322; Marcos Madureira (PP) com 15.860; e Gilsinho Lopes (Solidariedade) com 15.673.
E também Sandro Locutor (PP) com 15.276 votos; Anadelso Pereira (Pode) com 14.633 votos; Fabio Duarte (Rede) com 13.792 votos; Gustavo Lacerda (PSC) com 13.615 votos; Pr Marcos Mansur (PSDB) com 13.253 votos; Marco Vivacqua (Pode) com 12.738 votos; Camargão (PSD) com 12.715 votos; e Lubiana Barrigueira (PSB) com 12.299 votos.
Qual o motivo?
Isso ocorre porque o sistema eleitoral brasileiro definiu o sistema proporcional de voto para deputados. No sistema proporcional as vagas são distribuídas de acordo com a votação total obtida pela chapa de cada partido.
Exemplo: para ser eleito na Câmara de forma direta, o candidato teria de ver seu partido conseguir 208.443 votos. Caso menos de 10 partidos consigam esse número, abrem-se as sobras, onde o candidato precisaria de 51.687 votos e torcer para sua sigla alcançar 166.755 votos.
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral e Vinicius Zucculotto.