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Eleições 2022

TSE manda desmonetizar canais bolsonaristas e cobra explicação de Carlos

Os donos das contas também foram proibidos de impulsionar conteúdos político eleitorais

TSE manda desmonetizar canais bolsonaristas e cobra explicação de Carlos
- Prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Benedito Gonçalves, mandou desmonetizar quatro canais bolsonaristas no YouTube até o final da eleição.

Os donos das contas Brasil Paralelo, Foco do Brasil e Folha Política e Dr. News também foram proibidos de impulsionar conteúdos político eleitorais. A multa diária, em caso de descumprimento, é de R$ 50 mil.

Gonçalves ainda determinou que as redes sociais identifiquem os responsáveis por 28 perfis suspeitos de espalharem notícias falsas.

O ministro também deu três dias para o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (PL), prestar informações sobre o “uso político-eleitoral” de seus perfis e sobre o pedido para suspender suas contas por disseminar fake news.

A decisão cita “reiteradas” notícias falsas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e diz que as contas investigadas “assumiram comportamento simbiótico” na campanha bolsonarista.

“Além disso, movimentam vultosos recursos financeiros, tanto arrecadados junto a assinantes e via monetização, quanto gastos em produção e impulsionamento de conteúdos”, escreveu o ministro.

Gonçalves atendeu a um pedido da campanha de Lula, que cobrou investigação sobre o que chamou de “ecossistema de desinformação”.

A equipe jurídica do petista acusa a existência de um grupo coordenado para espalhar notícias falsas que prejudiquem o ex-presidente e favoreçam a candidatura de Bolsonaro. Os advogados de Lula dizem que as ações não são “individuais e espontâneas”, mas “ostensivas” para “manipular os eleitores e influenciar o processo eleitoral”.

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