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Política

Fachin retira Moraes da relatoria do inquérito das Fake News no STF

Edson Fachin assumiu o inquérito das Fake News, afastou Alexandre de Moraes da relatoria, mas preservou todas as decisões já tomadas no caso.

Fachin retira Moraes da relatoria do inquérito das Fake News no STF
- Brasília - Os ministros Alexandre de Moraes e Edson Fachin durante sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF)
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Redação Tribuna Online

Última atualização



O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu retirar o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do chamado inquérito das Fake News e assumir diretamente a condução da investigação.

A mudança foi formalizada por meio de uma portaria assinada nesta quarta-feira (9) e comunicada pelo STF em nota à imprensa.

Com a decisão, Fachin revogou a designação de Moraes para conduzir o inquérito, feita em 2019 pelo então presidente da Corte, Dias Toffoli. Ao mesmo tempo, o presidente do Supremo preservou todos os atos praticados por Moraes durante o período em que ele esteve à frente do caso.

Segundo o STF, ações penais ligadas ao inquérito que já tiveram denúncia recebida continuarão tramitando normalmente, sem qualquer alteração de curso em razão da mudança de relatoria.

Origem e alcance do inquérito das Fake News

O inquérito das Fake News foi aberto de ofício pelo Supremo em março de 2019 para investigar notícias fraudulentas, ameaças e ataques contra integrantes da Corte.

Na ocasião, Moraes foi escolhido relator por Toffoli sem sorteio, em um modelo que depois foi validado pelo plenário do STF, consolidando a atribuição do ministro na condução das apurações.

Decisão vem após defesa de encerramento do inquérito

A mudança ocorre cinco dias depois de Fachin defender publicamente o encerramento da investigação.

Na última sexta-feira (4), o presidente do Supremo afirmou que os acontecimentos recentes reforçavam a “urgência” de pôr fim ao procedimento, aberto há mais de sete anos.

A discussão ganhou força em meio à crise envolvendo Moraes, o ministro André Mendonça e a Polícia Federal (PF), ampliando a tensão institucional em torno do inquérito.

Crise com Mendonça e redistribuição de decisões

Na semana passada, Moraes usou elementos encaminhados no âmbito do inquérito das Fake News para apontar possíveis crimes de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação de Mendonça à frente das investigações dos casos Master e INSS.

Posteriormente, Fachin determinou que a decisão de Moraes e seus anexos fossem retirados do inquérito das Fake News e transferidos para um procedimento sob responsabilidade da Presidência do STF, separando essas medidas do escopo original da investigação.



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