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Julgamento dos royalties

Ferraço diz que voto de ministra foi justo e aponta covardia com estados produtores

Segundo Ferraço, o voto preserva o interesse do Espírito Santo, que pode ser diretamente impactado caso haja alterações nas regras

Ferraço diz que voto de ministra foi justo e aponta covardia com estados produtores
- Ferraço comenta voto da ministra Carmén Lúcia no julgamento dos royalties
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Layna Cruz

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, é repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Já atuou no Tribunal de Justiça do Espírito Santo e no Senac-ES. Curiosa sobre tudo o que envolve comunicação e jornalismo, possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação institucional, cobertura de eventos, mídias sociais, fotografia e produção de vídeos e podcasts.

Última atualização



O governador do Estado, Ricardo Ferraço, comentou, nesta quinta-feira (07), o voto da ministra Carmén Lúcia para manter as regras atuais de partilha dos royalties do petróleo entre os estados produtores, proferida durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Segundo Ferraço, o voto preserva o interesse do Espírito Santo, que pode ser diretamente impactado caso haja alterações na distribuição dos recursos, afirmando que a mudança na lei é representa uma covardia com os estados produtores. 

“A ministra acaba de proferir seu voto e o seu parecer, mantendo a preservação do justo interesse do Estado do Espírito Santo. A ministra Carmén Lúcia reconheceu a inconstitucionalidade, a covardia que querem fazer alterando uma lei que proporciona aos estados produtores a compensação, é um voto muito importante porque é o voto da relatora”, afirmou o governador. 

O governador destacou ainda que o Estado está do lado de uma decisão justa, onde há compensação dos impactos da extração dos recursos causados aos estados produtores.

“Nós estamos ao lado daquilo que é justo. Desde que os royalties foram criados, há muitas décadas no Brasil, ele foi criado para compensar o impacto nos territórios e nos estados em que ele é produzido. De uma forma casuística, em algum momento, o congresso brasileiro resolveu alterar essa regra injustamente”, pontuou Ferraço. 

A ministra, que também é relatora das ações, proferiu seu voto justificando que a Constituição não impõe distribuição igualitária ou obrigatória dos recursos extraídos e considerou os impactos ambientais, administrativos e financeiros das populações de estados produtores. 

Após o voto de Carmén Lúcia, o ministro Flávio Dino pediu vista e o julgamento foi suspenso. Outros ministros ainda devem votar. 

Se aprovadas as alterações, o Espírito Santo será um dos estados produtores mais impactados economicamente, considerando prejuízos milionários para o Estado e alguns de seus municípios. 



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