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Política

Juiz é aposentado compulsoriamente pelo TJ-ES

Sanção foi aplicada no âmbito de dois processos administrativos disciplinares

Juiz é aposentado compulsoriamente pelo TJ-ES
- Tribunal de Justiça
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Eduardo Maia

Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.

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O juiz Maurício Camatta Rangel foi punido pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES) com a aposentadoria compulsória. A sanção foi aplicada no âmbito de dois processos administrativos disciplinares relacionados a irregularidades na liberação de valores judiciais.

Segundo as investigações conduzidas pelo Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES), no contexto da operação “Follow the Money”, o magistrado teria participado de um esquema envolvendo a expedição indevida de alvarás judiciais, com indícios de uso de documentação falsa, manipulação na distribuição de processos, simulação de ações judiciais, obtenção de vantagem indevida e lavagem de dinheiro.

O conjunto das liberações sob apuração ultrapassa a casa dos R$ 8 milhões em valores ligados a liberação de recursos, através de alvarás, que teriam sido de “forma célere”, “incomum” e “sem qualquer cautela”, segundo a acusação.

Maurício Rangel estava afastado das funções desde agosto de 2024 e, em dezembro do mesmo ano, passou a responder como réu em ação criminal junto a outras 19 pessoas, relacionada ao suposto esquema de desvio de valores de heranças por meio de alvarás judiciais. Com a aposentadoria, o juiz vai receber remuneração proporcional ao tempo de serviço, de acordo com a decisão unânime proferida nesta quinta-feira (23) pelo Plenário do TJ.

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