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SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Moraes suspende Lei da Dosimetria para condenados pelos atos de 8 de janeiro

Ministro trava efeitos da norma que poderia reduzir punições de condenados; decisão foca na segurança jurídica até julgamento final do Plená

Moraes suspende Lei da Dosimetria para condenados pelos atos de 8 de janeiro
- Moraes diz que medida preserva segurança jurídica
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão imediata da aplicação da Lei da Dosimetria (Lei 15.402/2026) nos processos de execução penal dos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. A decisão, assinada neste sábado (9), trava o uso da nova norma que poderia beneficiar figuras centrais sob investigação, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, até que o mérito da lei seja julgado pelo Plenário da Corte.

Ao despachar sobre pedidos das defesas em oito Execuções Penais (EPs) distintas, Moraes argumentou que a aplicação da lei agora, diante de questionamentos sobre sua validade, colocaria em risco a estabilidade do sistema judiciário. O ministro classificou a existência de ações diretas de inconstitucionalidade como um “fato processual novo e relevante” que impede qualquer mudança nas penas já transitadas em julgado neste momento.

Preservação da segurança jurídica

No texto das decisões, o magistrado reforçou que o prosseguimento das execuções penais deve manter os termos exatos das condenações originais. A medida cautelar evita que penas sejam recalculadas com base em critérios que o próprio STF ainda poderá declarar inválidos em breve.

“É recomendável a suspensão da aplicação da lei, em respeito ao princípio da segurança jurídica, até a definição da controvérsia pelo STF”, destacou Moraes. Com isso, os pedidos realizados pelas defesas dos condenados ficam congelados, aguardando o desfecho do controle concentrado de constitucionalidade.

Veja tambémSTF articula resposta ao Congresso após promulgação de Lei da Dosimentria

Questionamentos e prazos no STF

A ofensiva jurídica contra a norma ganhou corpo na última sexta-feira (8), com o ajuizamento de duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7966 e 7967). As peças foram protocoladas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação PSOL-Rede, sob o argumento de que a regra fere preceitos fundamentais da Constituição.

Como relator, Alexandre de Moraes acionou o rito de urgência. A Presidência da República e o Congresso Nacional foram intimados a prestar informações em um prazo de três dias. Após essa etapa, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) terão podem apresentar seus pareceres antes que o caso siga para a votação definitiva de todos os ministros do Supremo.

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