O segundo turno das eleições para o governo do Estado será determinante para a composição da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, segundo articuladores dos bastidores.
De acordo com os interlocutores, apesar de parte dos parlamentares já ter definido seus respectivos candidatos ao governo, o clima interno ainda é incipiente, sem uma definição sequer se haverá chapa única ou disputa entre grupos.
Um dos primeiros nomes a ser ventilados para ocupar a nova presidência da Casa foi Marcelo Santos (Podemos), parlamentar que ocupa atualmente a vice-presidência da Casa e está indo para seu sexto mandato consecutivo.
Ele chegou a se reunir na última quarta-feira com o atual presidente da Casa, Erick Musso (Republicanos), para conversar “sobre os trabalhos da Casa e o futuro do Estado”, mas sua assessoria não confirmou se ele pretende compor a Mesa Diretora novamente.
Outro nome que circula nos bastidores é o de João Coser (PT). De acordo com as informações, ele estaria desde a última semana buscando apoio de parlamentares para se viabilizar para compor a Mesa, seja como presidente ou vice.
Procurado, Coser disse apenas que está focado na campanha para reeleger Renato Casagrande (PSB) ao governo e Lula (PT) à Presidência da República.
Se o novo presidente da Assembleia for Coser ou Marcelo, a notícia poderá ser positiva para a eventual reeleição de Casagrande e negativa para uma possível eleição de Carlos Manato (PL).
Isso porque os dois deputados eleitos estão na base aliada do atual governador.
Além deles, Casagrande tem, pelo menos publicamente, o apoio de cerca de cinco deputados: Iriny (PT), Janete (PSB), Tyago Hoffmann (PSB), Camila Valadão (Psol), Dary Pagung (PSB).
Além deles, o governador ainda tem na sua coligação o PDT, o PP, o Podemos e a federação Cidadania-PSDB. Se os quatro grupos se mantiverem na base aliada, Casagrande poderá ter ao seu lado outros 10 deputados.
Já Manato, se eleito, terá o apoio de pelo menos seis deputados, sendo cinco do seu partido e um do PTB. Há informações, nos bastidores, de que ele estaria negociando o apoio do Republicanos, o que poderia dar a sua base aliada outros quatro parlamentares.