|
Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda: false
Alinhar à direita: false
Alinhar ao centro: true
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:
Os deputados federais eleitos que representarão o Estado em Brasília entre 2023 e 2026 terão em suas pautas assuntos como a duplicação da BR-262, a concessão da BR-101, a exploração das áreas de sal-gema presentes no Estado e a construção ou ampliação de portos e ferrovias.
Dos 10 deputados federais eleitos no último dia 2 de outubro, cinco deles responderam à reportagem seus planos e intenções para tratar desses temas: Da Vitória (PP), Amaro Neto (Republicanos), Gilvan da Federal (PL), Messias Donato (Republicanos) e Victor Linhalis (Podemos).
Um dos temas destacados pelos parlamentares eleitos foi a possibilidade de incluir Cariacica e Vila Velha em projetos de ferrovias. “Vamos somar forças à administração de Cariacica para que isso aconteça”, diz Messias Donato.
Já Linhalis afirmou que a duplicação da BR-262 não deve ser tratada como “geologicamente complexa” se outras obras semelhantes foram possíveis de ser feitas.
“As tecnologias avançaram, obras de ferrovias e aeroportos foram iniciadas e concluídas, algumas com elevado grau de complexidade, mas os 195 km da BR-262, que cortam o solo capixaba, do seu total de 2.295 km, não saem do papel e do discurso”.
Abaixo, confira o que cada deputado comentou sobre os cinco temas questionados pela reportagem de A Tribuna.
Propostas dos Deputados Eleitos
Concessão da BR-101
Josias da Vitória (PP)
“Defendo e estou coletando assinaturas para abertura de CPI para investigar a ECO101 para que devolva os valores que foram pagos em pedágio e pelas obras de duplicação que já deveriam estar executadas e não foram”.
Gilvan da Federal (PL)
“Acompanharei a relicitação. E a desistência da concessão será passível de uma CPI para de fato sabermos o que aconteceu e o que a ECO101 deixou de cumprir, principalmente sobre as duplicações”.
Messias Donato (Republicanos)
“Será preciso estudar a fundo a viabilidade de uma nova concessão para que os termos de um novo contrato sejam executáveis e que não ocasionem prejuízos para o contribuinte com pedágios desnecessários.”
Amaro Neto (Republicanos)
“Defendemos que haja concessão. Assinamos a abertura de uma CPI para investigar a ECO101, a devolução de pedágios pagos pelos contribuintes e que não se transformaram nas obras que estavam previstas”.
Victor Linhalis (Podemos)
“O modelo de concessão precisa ser célere por parte do estado, que patina em burocracias e entraves administrativos. E os contratos precisam ser respeitados por empresas interessadas ou vencedora dos processos.”
Duplicação da BR-262
Josias da Vitória (PP)
“Será preciso que o governo federal aporte recursos públicos para que seja possível iniciar a obra e, depois, estudarmos um modelo de concessão para que o capital privado possa contribuir também”.
Gilvan da Federal (PL)
“O que temos que fazer para acabar com a ineficiência. É realizar planejamento eficiente, melhorando a segurança nos trajetos, otimizando prazos de acordo com o contrato e fiscalizar todo o processo. Isso eu farei”.
Messias Donato (Republicanos)
“Entendo que o melhor cenário para a duplicação da BR-262 atualmente seria a União utilizar recursos próprios, enxugar os gastos e investir no crescimento do País, convertendo despesa em investimentos.”
Amaro Neto (Republicanos)
“Continuaremos participando de discussões com o Ministério da Infraestrutura na busca de uma solução viável para a concessão da BR-262, num modelo que seja atrativo para as empresas e que não onere o motorista”.
Victor Linhalis (Podemos)
“Investidores disseram que o trecho é complexo porque é “geologicamente complicado”. Mas vimos outras obras de duplicação acontecerem em áreas semelhantes. Precisamos garantir que modelos compatíveis sejam criados”.
Sal-Gema
Josias da Vitória (PP)
“Áreas foram leiloadas e estão sendo feitas as pesquisas para exploração. A previsão é de que nos dois próximos anos se inicie a extração do mineral. A atividade vai representar mais de 15 mil empregos para a região Norte capixaba.”
Gilvan da Federal (PL)
“Temos de fazer um trabalho de conscientização, estudos geológicos e capacitação profissional aventando a possibilidade da criação de um Campus Ifes para aproveitar a mão de obra local, aumentando a empregabilidade”.
Messias Donato (Republicanos)
“A exploração do sal-gema pode transformar o Espírito Santo no maior fornecedor do mineral no Brasil. Isso vai alavancar toda cadeia de produção e criar milhares de novas vagas de emprego no Espírito Santo”.
Amaro Neto (Republicanos)
“Temos expectativa da geração de muitos empregos para o Norte capixaba com o sal-gema, mas também temos a preocupação que a atividade seja bem planejada para reduzir ao máximo os impactos ambientais”.
Victor Linhalis (Podemos)
“Precisamos nos preparar para o protagonismo no setor. Qualificação profissional, infraestrutura urbana, plano de trabalho e gestão da exploração, e os impactos ambientais da exploração precisam ser avaliados e debatidos”.
Ferrovias
Josias da Vitória (PP)
“O desafio que temos é o Contorno da Serra do Tigre, que amplia a capacidade de transporte ferroviário com o Centro-Oeste. O diálogo com o Ministério da Infraestrutura tem sido feito e vamos aprofundar”.
Gilvan da Federal (PL)
“Quero ser a interlocução entre o Ministério da Infraestrutura para os projetos da nova Ferrovia Sul do Estado e acompanhar de perto a construção das Ferrovias privadas ligando o Noroeste capixaba a várias cidades mineiras”.
Messias Donato (Republicanos)
“Vou defender o investimento deste modal, e queremos que projetos como a Ferrovia Vitória-Rio (EF 118) se tornem realidade e que Cariacica esteja inserido no projeto, em uma junção de forças com a prefeitura”.
Amaro Neto (Republicanos)
“Toda a bancada está envolvida nas discussões com o Ministério. A expectativa é pela EF 118, ligando Cariacica a Anchieta, a primeira parte de um projeto que ligará o Estado ao Rio de Janeiro, passando pelo Porto Central”.
Victor Linhalis (Podemos)
“Reuniões técnicas foram realizadas para inserir Vila Velha no modal. Os novos investimentos em infraestrutura rodoviária agradaram investidores. A inclusão de um terminal em Vila Velha se torna tangível, possível”.
Portos
Josias da Vitória (PP)
“A Estrada de Ferro 118, no Sul, ampliará as condições para concretização do Porto Central, em Presidente Kennedy. E o Porto Petrocity, em São Mateus, é uma outra estrutura que está em processo de viabilização”.
Gilvan da Federal (PL)
“Além de sediarmos o maior complexo portuário da América Latina, ainda temos previstos a inauguração de mais três. Precisamos aumentar a movimentação portuária melhorando as condições de logística e estrutura”.
Messias Donato (Republicanos)
“É indispensável investir na estrutura logística (rodovias e ferrovias), para facilitar o acesso aos nossos portos e melhorar escoamento de produtos, tornando o Espírito Santo ainda mais atrativo para os investidores”.
Amaro Neto (Republicanos)
“Comemoramos uma avanço importante nessa área, que foi a concessão da Codesa. O modal portuário capixaba também conta com dois empreendimentos em viabilização: Porto Central e Porto Petrocity.
Victor Linhalis (Podemos)
“A concessão do Porto de Vila Velha à iniciativa privada já vai potencializar nossa economia. Somente isto não é suficiente, mas precisamos lembrar que o consórcio vencedor do leilão terá que investir R$ 850 milhões”.
OBS: Os candidatos Evair de Melo (PP), Jack Rocha (PT), Helder Salomão (PT), Gilson Daniel (Podemos) e Paulo Foletto (PSB) foram procurados, mas não deram retorno até o fechamento desta edição.