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POLÍTICA

TSE é acionado contra Flávio Bolsonaro e Gilson Machado por propaganda antecipada

Ação foi protocolada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), ex-líder do partido na Câmara

TSE é acionado contra Flávio Bolsonaro e Gilson Machado por propaganda antecipada
- Lindbergh Farias protocolou representação contra Gilson Machado e Flávio Bolsonaro após vídeo de "adesivaço" viralizar
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


Atualizada às 19h37

O cenário eleitoral de 2026 já começou a gerar embates jurídicos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nesta quarta-feira (18), o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), ex-líder do partido na Câmara, protocolou uma representação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-ministro do Turismo Gilson Machado (Podemos-PE). O motivo, para Lindbergh, é uma suposta campanha eleitoral antecipada realizada pela dupla.

O estopim: adesivos e “Nosso Presidente”

A peça central da acusação é um vídeo em que Gilson Machado aparece colando adesivos com os dizeres: “O Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026”, ilustrados com a foto do senador.

No registro, o ex-ministro é explícito sobre suas intenções, afirmando que vai eleger Flávio Bolsonaro, referindo-se a ele como “nosso presidente”. Para Lindbergh Farias, a prova é incontestável:

Para ele, o material não deixa dúvidas sobre o seu objetivo: “promover, perante o eleitorado, a futura candidatura do segundo representado à Presidência da República”.

O parlamentar fluminense reforça que a distribuição física de adesivos, somada à propagação digital, configura uma “ação típica de campanha”, o que é vedado pela legislação neste período.

Pedidos e penalidades

Na ação enviada à Corte Eleitoral, Lindbergh solicita medidas imediatas e punições severas:

  • Remoção imediata do conteúdo das redes sociais.
  • Proibição de novas postagens com o mesmo teor.
  • Multa diária de, no mínimo, R$ 10 mil em caso de desobediência.
  • Multas individuais para Flávio Bolsonaro e Gilson Machado.

Além disso, o deputado pede que o caso seja encaminhado ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para investigar possíveis crimes de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

Histórico de tensões

A ofensiva jurídica ocorre logo após Gilson Machado elevar o tom contra o PT. Na última terça-feira (17), durante uma live com o ex-ministro Marcelo Queiroga, Machado acusou o Partido dos Trabalhadores de também praticar propaganda antecipada, citando o desfile da Acadêmicos de Niterói na Sapucaí em homenagem a Lula.

Sem recuar, o ex-ministro do Turismo afirmou na ocasião que pretende realizar “adesivaços” em diversas capitais do Nordeste utilizando os materiais que já foram produzidos.

O Tribuna Online PE procurou a assessoria de Gilson Machado que respondeu por nota. No comunicado, a assessoria diz que não foi notificada ainda da suposta representação, por isso, desconhece o conteúdo. A nota diz ainda que não há ilícito na conduta de Gilson Machado, e cita artigo da lei 9504/97, a chamada “Lei das Eleições”. Veja a resposta da assessoria de Gilson Machado na íntegra:

“A assessoria de Gilson Machado vem se manifestar que até o presente momento não foi citentificada do inteiro teor da suposta representação eleitoral do líder do PT. Aguardaremos a total compreensão e a partir disso, nos manifestaremos nos autos, uma vez que respeitamos a legislação eleitoral.

Sobre o vídeo de um adesivo de Gilson e Flávio Bolsonaro, informamos de antemão, que o mesmo não ofende o artigo 36-A da Lei 9504/97, razão pela qual não temos preocupação alguma com qualquer representação eleitoral de quem quer que seja”.

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