Definir a equipe ministerial é sempre uma tarefa complexa, mas o terceiro mandato de Lula (PT) vai exigir um nível adicional de articulações políticas. A escolha vai precisar equilibrar visões de uma frente ampla que reuniu 10 partidos, além de economistas de diferentes correntes.
Entre as pastas que devem ficar para o próprio PT estão as da área econômica. É dado como certo que o superministério comandado hoje por Paulo Guedes será desmembrado, sendo criado o futuro Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.
No PT, os mais cotados para a área econômica são o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), que também é citado para outras funções (como negociador político ou ministro da Saúde); o senador eleito Wellington Dias (PT-PI); e Fernando Haddad, que disputou e perdeu o governo de São Paulo.
Pessoas próximas a Lula dizem que o destino de Haddad é uma incógnita. Seu nome é mencionado para a área econômica, mas o presidente eleito também já teria indicado ele no Ministério da Educação (pasta que já ocupou).
Correndo por fora está Henrique Meirelles, que foi presidente do Banco Central de Lula. O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin também é cotado para assumir alguma pasta na área econômica.
Os economistas Pérsio Arida, um dos pais do Plano Real, e Armínio Fraga, que foi ministro no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), são nomes do mercado que podem ocupar a pasta.
Se um não petista ocupar a Fazenda, é certo que haverá representante do partido no Planejamento. Haddad, Aloizio Mercadante e Wellington Dias são considerados. Já Gleisi Hoffmann e Rui Costa, governador da Bahia em final de mandato, são cotados para a Casa Civil.
O futuro titular de um eventual Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços ainda está indefinido. O PSB de Alckmin pediu a pasta e, se for atendido, um dos principais cotados é Márcio França, derrotado na disputa por uma vaga no Senado por São Paulo.
Para a Agricultura, um nome recorrente é o da senadora Simone Tebet (MDB). Terceira colocada na no primeiro turno, ela apoiou a campanha e sua presença no governo Lula é dada como certa. Aliados dizem que ela preferia ocupar a Educação, mas a tendência é que a pasta fique com o PT.
Saiba mais | Petistas e aliados são cotados
Ministérios
Fazenda (Economia)
O ministério da Fazenda (caso a nomenclatura anterior seja reconstituída para o hoje chamado ministério da Economia), deve ser dividido gerando novas pastas.
o senador eleito Wellington Dias (PT-PI); e Fernando Haddad, que disputou e perdeu o governo de São Paulo, estão entre os cotados.
Henrique Meirelles, que foi presidente do Banco Central de Lula e ministro da Fazenda de Michel Temer, é um nome citado caso a pasta não fique com um petista.
Correm por fora: Pérsio Arida, próximo ao vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), é um dos pais do Plano Real e abriu o voto em Lula. Outro nome do mercado é o economista Armínio Fraga.
Agricultura
Simone Tebet (MDB) é nome recorrente a pasta, que deve ficar com partido aliado. São citados como opções o deputado Neri Geller (PP-MT) e o senador Carlos Fávaro (PSD-MT)
Educação
Fernando Haddad, apesar de ser mencionado para a área econômica, é o favorito de Lula para a Educação, pasta que ele já ocupou.
Planejamento
Ministério deve ser recriado a partir da Economia. Se um não petista ocupar a Fazenda, a nova pasta deverá ter um representante do partido. Os mais cotados são Fernando Haddad, Aloizio Mercadante, e Wellington Dias
Casa Civil
Gleisi Hoffmann, presidente do PT, e Rui Costa, governador da Bahia em fim de mandato, são os favoritos
Saúde
Alexandre Padilha (PT-SP), deputado federal, é cotado, embora seja citado também na área econômica
Indústria, Comércio Exterior e Serviços
Outra pasta a ser recriada da divisão da Economia. O PSB pediu para comandar o ministério, e o cotado é Márcio França, derrotado na disputa pelo Senado por São Paulo
Minas e Energia
Um dos nomes citados é o do senador Jean Paul Prates (PT-RN).
Secretarias e estatais
> Petrobras: Prates também é visto como forte opção para a estatal.
> BNDES: o economista Gabriel Galípolo pode ser indicado. Ex-presidente do banco Fator, atuou na campanha como conselheiro econômico.
> Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal: a bolsa de apostas para a presidência de bancos públicos mal foi aberta. São esperados nomes mais técnicos.