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Saúde

“Ainda não tive melhora, o desespero só aumenta”, afirma enfermeira internada

Paciente, que preferiu não se identificar, está internada após apresentar sintomas que começaram há cerca de duas semanas

“Ainda não tive melhora, o desespero só aumenta”, afirma enfermeira internada
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Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

Última atualização

Uma técnica de enfermagem do Hospital Santa Rita iniciou na noite de ontem a oitava tentativa de antibiótico na luta contra uma doença ainda sem diagnóstico.

Ela, que preferiu não se identificar, está internada após apresentar sintomas que começaram há cerca de duas semanas: dores no corpo, dor de cabeça, febre baixa e tosse seca, mas sem coriza.

No início, ela tomou dipirona, mas percebeu que o quadro se agravava.

Ao procurar atendimento médico, foi submetida a um raio-X que não mostrou alterações e iniciou um tratamento com antibióticos, acetilcisteína e prednisolona — sem qualquer melhora.

Pelo contrário, a febre subiu para quase 39°C, acompanhada de fortes dores no peito e nas costas.

“No pronto-socorro, exames mostraram que minha taxa de infecção estava muito alta. Uma tomografia revelou um quadro sugestivo de pneumonia viral, e, diante da falta de resposta aos antibióticos, a equipe médica decidiu me internar”, contou.

Apesar do medo do quadro se agravar ainda mais, até o momento ela não foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Continuo sem previsão de alta. Ainda não tive nenhuma melhora, o desespero só aumenta a cada dia. Estou cansada, com dor na região pulmonar, e agora, para piorar, comecei a sentir enjoo. Não sei se é pela medicação forte, mas vou observando”, revelou.

Ela começou a tomar um novo medicamento na noite de ontem e mantém a esperança de que seu organismo irá reagir.

“Devo tomar esse remédio por mais 7 a 10 dias, não sei qual o nome, nem qual será o resultado. Também tive dor de cabeça duas vezes. Já consigo ficar sem o cateter, mas ainda me canso ao andar. Faço fisioterapia duas vezes por dia. Meu pulmão estava tomado, mas agora o nível de infecção está diminuindo.”

Isolamento

A técnica de enfermagem está em isolamento, com um acompanhante. “Não posso ficar sozinha por causa do cansaço.”

Ela descreve a sua rotina como entediante. “Não posso sair do quarto. Só vou até o banheiro e volto para a cama”.

Enquanto isso, busca força na fé. “Passo o dia rezando e pedindo a Deus para ser curada. Os médicos ainda não suspeitam de nada. Dependemos dos resultados das análises para que eu e outros pacientes possamos vencer essa doença misteriosa. É a minha esperança e de todos que estão internados por causa dessa infecção”, finalizou.



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