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Saúde

Anvisa aprova Ozempic e Wegovy contra infarto e AVC

Medida amplia as recomendações para o uso da semaglutida, princípio ativo dos remédios usados para diabetes e obesidade

Anvisa aprova Ozempic e Wegovy contra infarto e AVC
- Ozempic também pode ser utilizado para tratamento de pessoas com diabetes tipo 2 e doença renal crônica
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Redação Jornal A Tribuna

Reportagens produzidas pela equipe de jornalistas da Rede Tribuna, publicadas no jornal A Tribuna.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na segunda-feira (2) a indicação da semaglutida para tratar risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC). A recomendação é válida para adultos com doença cardiovascular estabelecida ou obesidade e sobrepeso.

A medida amplia as recomendações para o uso da substância, princípio ativo do Wegovy e do Ozempic, medicamentos da Novo Nordisk, popularizados pelos resultados rápidos no tratamento de obesidade e desenvolvidos para tratar diabetes.

Com isso, médicos podem receitar os remédios para reduzir riscos como esses, os chamados eventos cardiovasculares adversos maiores.

Para o cardiologista Silvio Giopato, do Hospital das Clínicas da Unicamp, a autorização pode reduzir a incidência de infartos no longo prazo, mas o preço elevado dos medicamentos ainda é um empecilho para o tratamento.

Segundo a agência, um estudo apresentado pela farmacêutica para solicitar a recomendação indicou que, quando acompanhada de dieta hipocalórica e aumento da atividade física, a semaglutida reduziu significativamente a ocorrência desses eventos.

Procurada, a Anvisa não especificou quais os resultados do estudo citado como parâmetro para a mudança.

Os medicamentos, contudo, podem ajudar a reduzir os altos números de infartos e AVC’s no Brasil, que resultam em algo em torno de 400 mil mortes por ano.

A agência também permitiu a indicação do Ozempic para tratamento de pessoas com diabetes tipo 2 e doença renal crônica – ambas as doenças associadas.

Ela cita um levantamento da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), de 2024, que indica um percentual de 29% de diabéticos entre pacientes de diálise no Brasil. O diabetes é a principal causa de doença renal crônica no mundo. A glicose alta no sangue, ao longo do tempo, lesiona os vasos sanguíneos dos rins e prejudica sua capacidade de filtragem.

“De acordo com o estudo apresentado pelo fabricante, o uso do medicamento, em conjunto com a terapia padrão da doença, reduziu de maneira relevante a progressão da insuficiência renal e as mortes causadas por eventos cardiovasculares adversos maiores”, diz a Anvisa.


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