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Saúde

Cães com lesão na medula são usados em pesquisa da polilaminina

Atendimentos são coordenados pelo laboratório da pesquisadora na Universidade Federal do Rio de Janeiro

Cães com lesão na medula são usados em pesquisa da polilaminina
- Polilaminina é esperança de tratamento para pacientes com lesão medular
Foto de perfil de Francine Spinassé

Francine Spinassé

Graduada em Jornalismo pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua como repórter de A Tribuna desde 2008. Em 2011, passou a integrar a equipe responsável pelas reportagens especiais diárias do jornal, ao lado da jornalista Eliane Proscholdt.

Última atualização



Enquanto o estudo clínico em humanos avança para comprovar a segurança da polilaminina em pacientes com lesão medular recente, a pesquisadora Tatiana Sampaio afirmou que os estudos acadêmicos já trabalham em outra frente: pessoas que convivem com lesões há mais tempo – os chamados casos crônicos.

“O céu é o limite”, afirmou a cientista ao comentar as possibilidades futuras da terapia.

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Segundo ela, o foco agora é estruturar uma estratégia que possa beneficiar pacientes que já ultrapassaram a fase aguda da lesão medular, o que ampliaria significativamente o alcance do tratamento.

Para isso, a equipe realiza estudos em cães que apresentam lesões na medula. Ela ressaltou que não há indução de lesão nos animais.

“A gente não faz a lesão do animal. Apenas trata aqueles que já têm a lesão naturalmente. Eles continuam vivendo em suas casas. É um estudo feito de forma descentralizada”, explicou a bióloga.

Os atendimentos são coordenados pelo laboratório da pesquisadora na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com o laboratório Cristália, que também participa do desenvolvimento da polilaminina.

Sobre a possibilidade de estudos com humanos nessas condições, Tatiana enfatizou que é preciso aguardar os primeiros resultados nos cães – que devem ser conhecidos em menos de um ano.

“É um período que deve coincidir com a conclusão da fase 1 do estudo clínico em humanos. Se der certo, teremos um caminho muito promissor. Se não, precisamos ajustar e continuar”, concluiu.

Novos estudos

Em visita ao Estado, o presidente do laboratório Cristália, o médico Ogari Pacheco, destacou que a polilaminina não é a única pesquisa realizada pela instituição.

“Nosso diferencial é que investimos em pesquisas disruptivas, que são inovadoras de fato”.

Entre os estudos que devem ser anunciados em breve está o de uma vacina contra o tabaco. “Não tem no mundo. Nós já temos provas conceituais que permitem afirmar que ela é efetiva”, garantiu o presidente.

Outra pesquisa que também está no rol do laboratório é a de uma substância voltada para a recuperação de pessoas em overdose. “Nós vamos apresentar à sociedade essas novidades em breve. Há um grupo grande de desenvolvimento em curso”.



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