As estatísticas mostram que apenas 10% dos casos de câncer de mama têm origem hereditária, ou seja, aparecem em quem tem histórico familiar, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca).
“Apesar disso, o histórico familiar influencia quando o parentesco é de primeiro grau, ou seja, se a mãe, a irmã ou a filha foram diagnosticadas. E ainda mais quando o tumor apareceu antes dos 40 anos”, alerta a oncologista Daniela Rosa.
Segundo a médica, que é membro do Comitê de Tumores Mamários da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), nesse caso, a mulher deve redobrar a atenção e procurar o médico para a orientação da conduta adequada.
Especialistas destacam ainda que as medidas preventivas são essenciais para qualquer pessoa.
“Hábitos que fazem mal à saúde também podem corroborar para um prognóstico de câncer de mama”, alerta o mastologista Cleverson Gomes do Carmo Junior, da Medquimheo.
“Sedentarismo, obesidade, gestação tardia, após os 35 anos, uso de contraceptivos por longos anos, alimentação inadequada e uma rotina estressante são atitudes que devem ser evitadas, visto que, mesmo que não diminua em 100% as chances do diagnóstico de câncer de mama, podem ajudar a evitá-lo”, afirma o médico.