- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

Saúde

Com medo de surto no Santa Rita, doadores de sangue deixam de ir ao Hemoes

Secretário da Saúde reforçou que o epicentro do surto infeccioso é restrito à ala de internação de enfermaria do SUS, que foi fechada

Com medo de surto no Santa Rita, doadores de sangue deixam de ir ao Hemoes
- Centro de Hematologia e Hemoterapia do Espírito Santo (Hemoes) fica ao lado do Hospital Santa Rita, onde um surto intrahospitalar é investigado
Foto de perfil de Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

Última atualização



Doadores de sangue têm deixado de ir ao Centro de Hematologia e Hemoterapia do Espírito Santo (Hemoes) devido a informações falsas que circulam nas redes sociais e aplicativos, de acordo com o secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann.

“Temos doadores constantes deixando de ir ao Hemoes, porque o prédio fica do lado do Hospital Santa Rita”, afirmou o secretário.

Ele reforçou que o epicentro do surto infeccioso é restrito à ala de internação de enfermaria do SUS, que foi fechada. Um dos três centros cirúrgicos, que fica anexo à ala, também está fechado.

Hoffmann afirmou que as demais atividades do hospital estão funcionando, sem recomendação sanitária nem para dentro e nem para fora do hospital. “Não há obrigatoriedade do uso de máscara”.

O secretário frisou que não há razão para que os doadores deixem de ir ao Hemoes e nem que os pacientes faltem aos tratamentos.

“O Estado tem feito um investimento muito grande na modernização dos equipamentos, como os de radioterapia, e a falta ao tratamento prejudica e pode agravar o estado de saúde da pessoa”.

Para ser caso suspeito, a pessoa precisa ter estado no Santa Rita a partir de 20 de setembro, ter circulado na ala sob investigação e apresentar sintomas compatíveis.

“Frisamos que não há transmissão de pessoa para pessoa. As informações devem ser consultadas no site da Sesa e nos veículos de imprensa”, destacou.

Resultado dos exames sai na segunda-feira

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou nessa quinta-feira (30) que a investigação sobre o surto de infecção que vem ocorrendo no Hospital Santa Rita, em Vitória, seguirá até o próximo domingo (02).

“A previsão é de que o resultado das análises seja divulgado na segunda-feira”, afirmou o secretário de Saúde, Tyago Hoffmann.

O número de casos suspeitos subiu para 90. Na quarta-feira, eram 88 notificações. Os dados são do boletim diário, divulgado pela Sesa.

De acordo com Tyago Hoffmann, o boletim mantém a secretaria em alerta máximo, mas ele considera que não houve, praticamente, aumento de casos totais. O número de casos suspeitos entre trabalhadores aumentou.

“Desses 90 casos, 70 são de trabalhadores – eram 63. Treze casos são de acompanhantes – eram 15. E de pacientes são sete casos, eram 10 casos na quarta-feira”, pontuou o secretário.

Hoffmann destacou que alguns casos de pacientes e acompanhantes foram descartados, à medida que a investigação evolui e nota-se que não há conexão entre os sintomas apresentados.

Ele destacou a redução no número de internados totais de 20 para 14. Houve queda no número de internados em enfermaria, de 15 para 12, e também nos de UTI.

“Dos cinco casos de UTI, restam dois. Dois foram de alta para a enfermaria e um foi descartado como suspeito”, explicou o secretário de Saúde.

Em relação aos exames que podem apontar o patógeno (vírus, fungos e bactérias) causador do surto, que serão divulgados na segunda, o secretário afirmou que se não forem encontrados, os testes vão continuar.

Os exames, inclusive, foram ampliados em três frentes. Primeiro, repetindo nos novos casos suspeitos os testes já feitos e que descartaram, nas amostras anteriores, patógenos como covid, influenza A e influenza B.

Segundo, expandindo o número de patógenos mais raros investigados, à medida que não foram identificados os que normalmente causam doença respiratória aguda, nas amostras. E na terceira frente, incluindo novos testes, mais complexos, para investigação.

“Desde o início temos dito, e tem se confirmado, que o epicentro foi no hospital, na ala específica, sem transmissão de pessoa para pessoa. Por mais que ainda não se saiba o patógeno, há o aumento das altas”, afirmou Hoffmann.

ENTENDA

Números

Ao todo, foram contabilizados ontem 90 casos suspeitos, sendo 7 pacientes, 13 acompanhantes e 70 trabalhadores do Santa Rita.

Entre os suspeitos, 14 permanecem internados, sendo dois na UTI e 12 na enfermaria.

Entre estes internados, 9 são trabalhadores do hospital, três são pacientes e dois, acompanhantes. 

Hoje, seis municípios registram internações de casos suspeitos: Cariacica (2), Colatina (1), Guarapari (1), Serra (4), Vitória (5) e Linhares (1). 

Altas

Foram cinco altas (Vitória) e 2 transferências de UTI para enfermaria (Serra e Cariacica).

Um caso de internação na UTI na Serra foi descartado por não atende aos critérios de caso suspeito.

Sintomas

Os sintomas eram gerais, como febre, dor de cabeça, dor no corpo e mal-estar geral. As pessoas identificaram como uma virose.

Em torno do quarto dia, os pacientes começaram a ter tosse e alguns, com dor torácica. Esses funcionários buscaram o Hospital Santa Rita.

Entre o terceiro e o quarto a procurarem o hospital foram feitos exames de raio-X de tórax e tomografia.

Os casos foram comparados e a equipe do hospital entendeu que se tratava de algo diferente.

Fonte: Tyago Hoffmann, secretário de Estado da Saúde, Carolina Salume, infectologista do Santa Rita e boletim da Sesa.

Mais Lidas

Ver tudo ›