Os planos de saúde terão de cobrir os custos de quatro tratamentos contra asma grave e câncer de rim e ovário.
A decisão é da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que tornou obrigatória a cobertura, desde ontem, no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde.
O novo medicamento a ter cobertura obrigatória em tratamentos contra a asma é o Dupilumabe, usado para tratar asma grave com inflamação do tipo 2, com fenótipo alérgico.
Já os medicamentos orais contra o câncer são o Niraparibe, o Axitinibe em combinação com Pembrolizumabe e o Levomalato de Cabozantinibe, em combinação com Nivolumabe.
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A pneumologista Ciléa Victória Martins explicou que o medicamento para asma não é usado corriqueiramente. “É usado apenas em alguns pacientes. Eles atuam em determinadas células fazendo um bloqueio de células que provocam as crises de asma”.
“Se enquadram no uso desse medicamento os pacientes que não conseguem responder ao tratamento usual inalatório. Mesmo usando esses medicamentos, essas pessoas ainda apresentam a necessidade de corticoide oral, às vezes em altas doses”, explicou.
Quanto aos remédios para o câncer de rim, a oncologista Kitia Perciano destacou que são medicamentos orais e de alto custo, e como não havia cobertura dos planos, os médicos acabavam optando por combinações de medicamentos endovenosos, que nem sempre são a melhor opção.
“Para câncer de ovário esse medicamento é muito importante quando a mulher tem câncer genético”. No mercado privado, esses medicamentos custam em torno de R$ 10 mil a R$ 30 mil.
Fique por dentro
Medicamentos
Dupilumabe, usado para tratar asma grave com inflamação do tipo 2, com fenótipo alérgico.
Axitinibe, em combinação com Pembrolizumabe, é indicado para tratamento de primeira linha de pacientes com carcinoma de células renais avançado ou metastático.
Levomalato de Cabozantinibe, em combinação com Nivolumabe, é usado no tratamento de primeira linha de pacientes adultos com carcinoma de células renais avançado.
Niraparibe, para carcinoma de ovário (câncer de ovário), da trompa de falópio ou peritoneal primário avançado de alto grau.
Fonte: Pesquisa AT.