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SURTO NO HOSPITAL SANTA RITA

Equipe investiga se surto de contaminação foi provocada por pombos

Histoplasmose é um fungo geralmente encontrado no solo, em fezes de pombos, morcegos e outras aves

Equipe investiga se surto de contaminação foi provocada por pombos
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Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

Última atualização

A Secretaria da Saúde (Sesa) informou que a análise para Histoplasma faz parte das pesquisas realizadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), a partir de amostras coletadas em aparelhos de ar-condicionado e outros locais da unidade hospitalar.

A epidemiologista e enfermeira Ethel Maciel, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), explicou que a histoplasmose é um fungo geralmente encontrado no solo, em fezes de pombos, morcegos e outras aves.

“Por isso, também é importante fazer essas análises, porque o fungo pode contaminar a caixa d’água, que pode não ser limpa há algum tempo, e aí ficam fezes ali. Mas, até termos todos os resultados, uma infecção bacteriana ainda não pode ser descartada”.

Já o médico sanitarista Nésio Fernandes diz que isso é plausível, mas pouco provável. “Estamos diante de um evento raro, em que as causas mais frequentes de doenças respiratórias com as características vistas nos pacientes deste surto já foram descartadas”, disse.

“A criptococose e a psitacose podem ser uma causa, visto existirem pombos e aves nas redondezas do hospital. No caso da primeira, provocada por fungo, a evolução é mais lenta. No caso da segunda, provocada por bactéria, a evolução é mais abrupta. Não parece ser o caso. Mas não tive acesso às investigações, ao local e aos pacientes. Essas hipóteses devem estar em investigação e alguma já pode ter sido descartada”.



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