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Saúde

ES tem novo caso suspeito de intoxicação por metanol

O paciente está sendo monitorado em hospital de Colatina com sintomas como dor abdominal e visão turva

ES tem novo caso suspeito de intoxicação por metanol
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Camila Lima

Jornalista formada pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua há 7 anos no jornal A Tribuna. Integrante da editoria de Cidades, tem como principal foco a cobertura de saúde, área na qual construiu sólida experiência em reportagens, entrevistas e coberturas de eventos pelo Brasil. Apresenta o podcast Fala, Doutor, dedicado a levar informação acessível e de qualidade sobre medicina e bem-estar ao público.

Última atualização

O Espírito Santo investiga um novo caso suspeito de intoxicação por metanol. Em boletim divulgado no noite de ontem, a Secretaria de Estado da Saúde informou que o caso suspeito em monitoramento é do município de Colatina.

Pela manhã, havia três casos em investigação: um na Serra, um em Vitória e o caso em Colatina. Até o momento, 12 casos foram notificados como suspeitos, mas destes, 11 foram descartados.

O subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso, explicou que o caso de Colatina é do sexo masculino, e apresentou sintomas como dor abdominal e visão turva.

“O serviço de saúde fez o exame nesse paciente e mesmo ele apresentando resultado negativo, ele permanece em monitoramento por 24 horas. Essa é uma orientação do Ministério da Saúde para evitar que o paciente tenha alguma manifestação em casa. É uma medida de segurança para evitar riscos para o paciente”.

Diante do cenário de intoxicação no Brasil, a Sesa deu início à compra emergencial do medicamento antídoto ao metanol, o álcool absoluto estéril, popularmente conhecido por “etanol farmacêutico”.

O processo de aquisição foi empenhado na última sexta-feira e aguarda trâmite para a conclusão e envio do medicamento ao Estado.

Segundo Orlei, a expectativa é que o medicamento esteja disponível no Espírito Santo entre 20 e 30 dias.

Já o Ministério da Saúde adquiriu 2,5 mil unidades do antídoto fomepizol de uma empresa japonesa. A substância, que ainda não está disponível no Brasil, é o principal antídoto contra intoxicação por metanol.

De acordo com Orlei, o etanol farmacêutico tem a mesma ação do fomepizol. “O antídoto corta o feito do metanol no organismo. Os dois medicamentos têm a função de interromper a intoxicação”.

Atualmente, o Estado possui 150 ampolas de etanol farmacêutico. “A quantidade de ampolas a ser utilizada em um caso varia em cada paciente. Segundo médicos, isso depende do peso do paciente, da quantidade de metanol que ele ingeriu e do tempo de ingestão”.

Visão turva é um dos sintomas

Metanol

O metanol é altamente tóxico e pode levar à morte. Normalmente, o Brasil registra 20 casos por ano.

Sintomas

Os principais sinais e sintomas devido à intoxicação por metanol são dor abdominal, visão adulterada, confusão mental e náusea, que podem aparecer entre 12h e 24h após a ingestão da substância.

Diante desses sintomas, o paciente deve procurar o atendimento médico no serviço de emergência mais próximo a sua casa para investigação diagnóstica e tratamento adequado.

O profissional de saúde deve ligar para o CIATox da sua região, para que o serviço de saúde faça a notificação e a investigação do caso.

Antídoto ao metanol

O álcool absoluto estéril, popularmente conhecido por “etanol farmacêutico”, é um medicamento antídoto ao metanol.

O uso do antídoto em tempo hábil, em casos positivos para intoxicação por metanol, tende a diminuir o tempo de internação hospitalar, aumentar os índices de cura sem sequelas e até impedir a morte.

Fontes: Ministério da Saúde e Sesa.



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