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MONKEYPOX

Exames confirmam nova varíola em 3 crianças do ES

Em cinco dias, número total de infecções confirmadas no Estado passou de 10 para 31. Pacientes estão se tratando em casa

Exames confirmam nova varíola em 3 crianças do ES
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O avanço do número de casos da nova varíola (monkeypox)  tem acendido um alerta no Estado. Em cinco dias,  as infecções confirmadas passaram de 10 para 31. Do total,  três são crianças de até 9 anos. Outras duas confirmações são de pessoas que estão na faixa etária de 10 a 19 anos. 

O estudante Bernardo Araújo Pinto Rangel,  de 8 anos, morador de  Guarapari, é a primeira criança diagnosticada com o vírus na cidade. Aluno de uma escola particular no município, ele  está em isolamento há 15 dias, e a mãe, a médica Thays Rangel, 29, informou que o filho se recupera bem.

Os dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) revelam que outros 91 casos de pessoas até 69 anos ainda estão em investigação. 

O  pai de Bernardo,  o engenheiro Diogo Rangel, 35, é um exemplo. Ele começou a apresentar sintomas e está em isolamento enquanto aguarda o resultado de exames.   

Os primeiros casos da nova varíola foram confirmados no Espírito Santo em julho e, segundo o gerente estadual de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso, nenhum dos quadros notificados  até o momento evoluiu para hospitalizações ou alguma gravidade. 

“Ainda temos a maioria dos casos confirmados de homens e em uma faixa etária dos 20 aos 49 anos.”

Quanto à confirmação do quadro em crianças, ele reforçou que a alteração de perfil de casos já estava prevista de acontecer. “A doença pode acometer qualquer pessoa”. 

Ele ainda reforçou que, apesar dos cuidados com as crianças serem os mesmos de adultos, a preocupação maior com eles é que a doença tem entre as características a “coceira”. “Nem sempre você consegue impedir uma criança de coçar as erupções na pele”.

Ethel Maciel, doutora em Epidemiologia, diz que o cenário é preocupante, porque o número de casos  no Estado cresceu muito rápido, assim como no Brasil. “No mundo, estamos vendo crianças menores de 8 anos apresentando doenças graves, mas sem óbitos”.

Estudo para medidas de prevenção nas escolas

Monitorando o aumento do número de casos da varíola, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) já estuda e avalia entre técnicos se novas medidas de prevenção serão orientadas e adotadas, por exemplo, em escolas, presídios e entre  pessoas em geral. 

O gerente de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso, afirmou que a secretaria analisa como vão se comportar os grupos e o aumento de casos entre eles. “Já estudamos algumas questões que podem ser adotadas mais para frente”. 

No caso da criança que teve o diagnóstico confirmado em Guarapari,  a prefeitura informou que já programou uma visita à escola onde o menino estuda, e ações estão sendo desenvolvidas no sentido de impedir que ocorra transmissão comunitária. 

A Secretaria  de Saúde de Guarapari esclareceu ainda que o paciente é a primeira criança diagnosticada com o vírus na cidade, e do total de quatro casos confirmados (de todas as faixas etárias), dois já estão curados e dois seguem em isolamento, aguardando resolução das lesões. Atualmente, já foram nove casos descartados em Guarapari, e nove estão em investigação.

 













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Entenda

O que é monkeypox?

– Também Chamada de “varíola dos macacos” ou “nova varíola”,  é uma doença causada pelo monkeypox vírus, do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae.


Transmissão

– Trata-se de uma doença zoonótica viral, em que sua transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animal silvestre (roedores) infectado; pessoa infectada pelo vírus monkeypox e materiais contaminados com o vírus.

Sinais e sintomas

– Em geral, incluem erupções cutânea ou lesões de pele; adenomegalia – linfonodos inchados (ínguas), febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza.

Observação

– O intervalo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da monkeypox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

– Após a manifestação de sintomas,  no período em que as crostas desaparecem a pessoa doente deixa de transmitir o vírus a outras pessoas. 

– As erupções na pele geralmente começam dentro de um a três dias após o início da febre, mas, às vezes, podem aparecer antes da febre. As lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, podendo formar crostas, que secam e caem.

– O número de lesões em uma pessoa pode variar de algumas a milhares. As erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo.

Diagnóstico

– É realizado de forma laboratorial, por teste molecular ou sequenciamento genético. O teste para diagnóstico laboratorial será realizado em todos os pacientes com suspeita da doença. A amostra a ser analisada será coletada, preferencialmente, da secreção das lesões.

– Quando as lesões já estão secas, o material encaminhado são as crostas das lesões. As amostras estão sendo direcionadas para os laboratórios de referência no Brasil.

Estou doente, o que fazer?

Procure uma unidade de saúde para avaliação e informe se  teve contato próximo com alguém com suspeita ou confirmação da doença.

Se possível, isole-se. Higienize as mãos regularmente e siga as orientações para proteger outras pessoas.

Fonte: Ministério da Saúde.

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