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Saúde

Conheça as indicações e os efeitos das 18 canetas aprovadas para perder peso

Anvisa aprovou o registro do 2º remédio genérico para quem quer emagrecer. Expectativa é de preço 35% mais em conta

Conheça as indicações e os efeitos das 18 canetas aprovadas para perder peso
- Paciente faz uso de medicamento para emagrecer. Nova autorização amplia número de opções disponíveis no mercado
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Camila Lima

Jornalista formada pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua há 7 anos no jornal A Tribuna. Integrante da editoria de Cidades, tem como principal foco a cobertura de saúde, área na qual construiu sólida experiência em reportagens, entrevistas e coberturas de eventos pelo Brasil. Apresenta o podcast Fala, Doutor, dedicado a levar informação acessível e de qualidade sobre medicina e bem-estar ao público.

Última atualização



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do segundo medicamento genérico de semaglutida – princípio ativo do Ozempic e do Wegovy. A autorização, concedida à Germed Farmacêutica, amplia ainda mais o número de opções da substância disponíveis no mercado brasileiro.

A aprovação acontece uma semana após a agência ter aprovado dois novos medicamentos injetáveis agonistas do receptor de GLP-1, sendo um genérico – produzido pela farmacêutica EMS – e outro similar, que será comercializado com o nome de Semaclique, registrado pelo laboratório Germed.

Ao todo, serão 18 canetas, entre biológicas, similares e genéricas, contendo moléculas como semaglutida, liraglutida e tirzepatida, que poderão ser usadas para tratamento de diabetes e perda de peso.

As mais novas aprovações são para tratamento do diabetes tipo 2, com a molécula de semaglutida, assim como o Ozempic. O uso para fim de emagrecimento é considerado off-label (fora da bula).

A endocrinologista e investigadora clínica Camila Pitanga Salim explica que liraglutida e semaglutida são análogos de GLP-1, porém a liraglutida é de uso diário e a semaglutida semanal. Já a tirzepatida é um duplo análogo de GLP-1 e GIP e também é de uso semanal.

“Os efeitos em relação à perda de peso são muito semelhantes, assim como os efeitos adversos, principalmente relacionados ao trato gastrointestinal”.

A escolha da substância ideal para o paciente, aponta a endocrinologista Priscila Pessanha, depende de uma decisão compartilhada com o médico. “Fatores como comodidade posológica, efeitos colaterais, perda de peso necessária ao paciente e custo financeiro são considerados”.

Na prática, destaca a endocrinologista Renata Avanza, o custo e a possibilidade de manter o tratamento também são critérios fundamentais.

“Não adianta escolher a medicação teoricamente mais potente se ela não for clinicamente adequada ou financeiramente sustentável”.

A endocrinologista Lusanere Cruz lembra que usar a medicação é apenas uma das etapas do tratamento. “O que funciona em uma pessoa pode não funcionar na outra”.

Saiba Mais 

Diferenças

Medicamento de referência: É o produto original, desenvolvido após pesquisas e estudos que comprovaram sua qualidade, segurança e eficácia. Serve como parâmetro para outros medicamentos.

Similar: Também contém o mesmo princípio ativo e deve demonstrar eficácia e segurança equivalentes às do medicamento de referência. Possui nome comercial e marca própria.

Genérico: Tem o mesmo princípio ativo, dose, forma farmacêutica e indicação do medicamento de referência. Não possui marca comercial e deve comprovar equivalência terapêutica. Pela legislação, deve ser comercializado por preço pelo menos 35% inferior ao do medicamento de referência.

Biológico: É produzido a partir de sistemas vivos, por processos biotecnológicos, e tem moléculas mais complexas. O Ozempic é um exemplo de medicamento biológico

Liraglutida

É um medicamento injetável diário indicado principalmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e para o controle crônico de peso. Age imitando o hormônio natural GLP-1, retardando o esvaziamento do estômago e estimulando a liberação de insulina de forma controlada. Média de perda de peso em torno de 8%.Teve a patente expirada no País em 2025.

1 E 2 Saxenda (obesidade) e Victoza (diabetes tipo 2), ambos da Novo Nordisk.

3 e 4 Olire (obesidade) e Lirux (diabetes tipo 2) foram os primeiros medicamentos nacionais à base de liraglutida, sendo da EMS.

Semaglutida

Assim como a liraglutida, essa classe de medicamentos é análogo do hormônio GLP-1, que reduz o apetite, aumenta a saciedade e controla os níveis de glicose no sangue. A diferença é que ele é de aplicação semanal. Média de perda de peso em torno de 15%. A patente do medicamento expirou em março deste ano.

5 e 6 Ozempic e Wegovy são biológicos, ou seja, produzidos a partir de organismos vivos, e da Novo Nordisk, que por anos teve a patente. O Ozempic é indicado oficialmente para diabetes tipo 2, embora também seja amplamente utilizado para perda de peso. Já o Wegovy é a mesma molécula do Ozempic, mas com indicação específica para obesidade e sobrepeso associado a comorbidades.

7 e 8 O Extensior (diabetes tipo 2) e o Poviztra (obesidade e sobrepeso) são medicamentos produzidos em parceria entre a Novo Nordisk e a Eurofarma.

9 O Ozivy foi aprovado em maio pela Anvisa e já chegou ao mercado. O medicamento, da EMS, foi a primeira semaglutida sintética brasileira a ser aprovada.

10 A 17 Owozy (Ávita Care), Seemasun (Sun Farmacêutica), Zempneo (Brainfarma), Semavy (Cosmed), Orsema (Ranbaxy), Semaclique (Germed), Genérico EMS (EMS) e Genérico Germed (Germed) foram aprovados entre o final de julho e ontem. São medicamentos similares e genéricos, para o tratamentos do diabetes tipo 2. Por terem sido aprovadas agora, elas ainda não estão no mercado. Ambos os genéricos têm como referência o Ozivy, caneta de semaglutida da EMS.

Tirzepatida

Também é uma “caneta” injetável de uso semanal, responsável por uma maior sensação de saciedade e controle glicêmico superior a outros medicamentos. Ele se diferencia dos outros por ser um “duplo” agonista , ou seja, imita a ação de dois hormônios intestinais: o GLP-1 e o GIP. Média de perda de peso em torno de 21%.

18 Mounjaro da Eli Lilly, que ainda tem a patente válida, chegou ao Brasil em maio do ano passado. No Brasil, foi aprovado inicialmente para diabetes tipo 2 e recebeu indicação, pela Anvisa, para perda de peso, devido aos resultados expressivos de emagrecimento observados em estudos.



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