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Saúde

Psicóloga usa ioga para silenciar a mente

Segundo ela, um dos maiores benefícios da prática é a necessidade de se conectar ao momento presente

Psicóloga usa ioga para silenciar a mente
- A psicóloga Robertha Valiate
Foto de perfil de Beatriz Brandão

Beatriz Brandão

Beatriz Brandão é estudante de jornalismo na Universidade Federal do Espírito Santo e é repórter multimídia no jornal A Tribuna. Tem experiência em assessoria de imprensa, rádio e jornalismo digital.

Última atualização


Há pouco mais de sete anos, a psicóloga Robertha Valiate, de 45 anos, pratica ioga regularmente como uma forma de silenciar a mente. Segundo ela, um dos maiores benefícios da prática é a necessidade de se conectar ao momento presente.

“É realmente uma busca por equilíbrio. Porque para fazer as poses da prática, precisamos nos desconectar dos problemas do mundo para nos conectar com nós mesmos.”

Isso, para Robertha, também a ensinou a ser mais paciente.

“Depois desses anos de prática, sinto que tenho mais facilidade para relaxar e desacelerar de fato. Sinto que passei a prestar mais atenção nos meus sentimentos e consigo lidar melhor com minhas questões.”

Ela diz, ainda, que prefere praticar na natureza.

“Existe uma conexão diferente nesses lugares.”

Lidar com contratempos tem sido um desafio

Em uma sociedade que valoriza a rapidez e produtividade constante, especialistas afirmam que lidar com contratempos e processos que exigem tempo tem sido um desafio para muitas pessoas.

Segundo a psicóloga Valkíria Gomes, para entender essa nova realidade é preciso olhar com cuidado para o contexto da época em que vivemos.

“Nosso modelo econômico, o mundo do trabalho e a tecnologia nos demandam atitudes e comportamentos acelerados. Então, talvez, não seja uma falta de paciência, mas uma necessidade de respostas rápidas que atendam de forma mais imediata as demandas do ambiente.”

Nesse cenário, a tecnologia e as redes sociais também contribuíram para mudar a forma como as pessoas se relacionam com a espera.

“Antes, nos comunicávamos de forma mais lenta, por meio de cartas, recados ou ligações telefônicas. Com a facilidade de falar com as pessoas em tempo real e fazer pesquisas, a nossa tolerância à espera realmente mudou.”


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