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Saúde

Nova caneta para perder peso chega às farmácias brasileiras por R$ 333

A Semavy, nova semaglutida sintética produzida pela Mantecorp, já começou a chegar às farmácias brasileiras

Foto de perfil de Francine Spinassé

Francine Spinassé

Graduada em Jornalismo pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua como repórter de A Tribuna desde 2008. Em 2011, passou a integrar a equipe responsável pelas reportagens especiais diárias do jornal, ao lado da jornalista Eliane Proscholdt.

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O mercado das chamadas canetas emagrecedoras ganha mais uma opção, agora com um valor que promete ampliar a concorrência. A Semavy, nova semaglutida sintética produzida pela Mantecorp, já começou a chegar às farmácias brasileiras.

A medicação, que precisa de prescrição médica, está sendo vendida por R$ 333 cada caneta de 1 mg, no caso da compra de três unidades. A quantidade é referente a um tratamento de três meses, voltado para uso contínuo dentro de acompanhamento médico.

O registro foi concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 29 de julho, junto com outras quatro marcas: Zempneo, Orsema, Seemasun e Owozy. Com isso, aumenta o leque de opções dentro da mesma classe terapêutica.

Como age a nova semaglutida sintética

A Semavy é à base de semaglutida, substância que age no organismo imitando a ação do hormônio GLP-1, produzido naturalmente pelo intestino e que ajuda a controlar o apetite e o açúcar no sangue.

A endocrinologista e diretora científica da Sociedade Brasileira de Diabetes – Regional Espírito Santo (SBD-ES), Flávia Tessarolo, explicou que a Semavy tem o mesmo princípio ativo das semaglutidas que já estão no mercado e da semaglutida original, o Ozempic.

“A principal diferença é na produção. O Ozempic é a semaglutida biológica, que é produzida por técnicas que utilizam células vivas em laboratório. Já a Semavy é produzido sinteticamente”

Apesar da diferença no processo de fabricação, ela ressaltou que todas as semaglutidas apresentam o mesmo mecanismo de ação, atuando sobre os mesmos receptores e com indicação semelhante em consultório.

Para quem o tratamento é indicado

Segundo Flávia, o perfil de pacientes que mais se beneficia com a medicação inclui pessoas com diabetes tipo 2, sobrepeso, obesidade e esteatose hepática (gordura no fígado), especialmente quando associada a aumento de colesterol e triglicerídeos.

Nesses casos, a semaglutida pode ser usada como parte de um plano de tratamento que envolve mudanças de estilo de vida, dieta orientada e prática de atividade física supervisionada.

Concorrência e acesso ao tratamento

A endocrinologista e delegada da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) no Espírito Santo, Mariana Guerra, destacou que a chegada de mais canetas ao mercado aumenta a concorrência e tende a melhorar o acesso dos pacientes à medicação.

“A redução do valor torna o tratamento mais igualitário. A semaglutida é uma medicação que traz múltiplos benefícios, além da perda de peso. Ela mostrou redução de morte por causas cardiovasculares, preservação de função renal no paciente diabético e ótimo controle da glicose. Então, poder oferecer essa medicação para mais pessoas é um grande benefício”

Saiba mais

Semavy

  • A Mantecorp, marca da Hypera Pharma, anunciou nesta semana chegada de Semavy às farmácias de todo o País.
  • A caneta, a base de semaglutida sintética, faz parte da classe de medicamentos análogos ao hormônio GLP-1, que reduz o apetite, aumenta a saciedade e controla os níveis de glicose no sangue.
  • A medicação foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em julho.

Custo

  • A Semavy estará disponível para os pacientes com descontos que chegam até 67% em relação ao medicamento biológico de referência, a um custo de R$ 333 por caneta injetável de 1 mg, no tratamento de três meses.

Outras canetas aprovadas

  • Desde que a patente da medicação expirou, em março deste ano, várias canetas à base de semaglutida vêm sendo aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. São elas:

Ozempic e Wegovy

  • São biológicos, ou seja, produzidos a partir de organismos vivos, e da Novo Nordisk, que por anos teve a patente. O Ozempic é indicado para diabetes tipo 2. Já o Wegovy é a mesma molécula, mas com indicação para obesidade e sobrepeso associado a comorbidades.

Extensior (diabetes) e o Poviztra (obesid. e sobrepeso)

  • São medicamentos produzidos em parceria entre a Novo Nordisk e a Eurofarma.

Ozivy

  • Foi aprovado em maio e já chegou ao mercado. O medicamento, da EMS, é a primeira semaglutida sintética brasileira aprovada.

Outros

  • Também foram aprovados em julho e agosto as canetas Owozy (Ávita Care), Seemasun (Sun Farmacêutica), Zempneo (Brainfarma), Orsema (Ranbaxy), Semaclique (Germed), Genérico EMS (EMS), Genérico Germed (Germed) e Yluméc (da EMS). São medicamentos similares e genéricos e ainda não estão no mercado.



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