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Saúde

Sinais de problema que causou morte de cantora Bonnie Tyler

Dor abdominal que começa ao redor do umbigo é um dos primeiros sintomas da doença que matou a cantora Bonnie Tyler

Sinais de problema que causou morte de cantora Bonnie Tyler
- Bonnie Tyler estava internada desde abril, após ruptura do apêndice
Foto de perfil de Francine Spinassé

Francine Spinassé

Graduada em Jornalismo pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua como repórter de A Tribuna desde 2008. Em 2011, passou a integrar a equipe responsável pelas reportagens especiais diárias do jornal, ao lado da jornalista Eliane Proscholdt.

Última atualização



A morte da cantora Bonnie Tyler, aos 75 anos, após complicações provocadas por uma apendicite, chamou a atenção para uma doença considerada comum, mas que pode se tornar uma emergência médica quando o diagnóstico demora.

Médicos alertam que reconhecer os primeiros sinais da inflamação do apêndice é fundamental para evitar complicações graves, como perfuração do órgão, infecção generalizada e até a morte.

Segundo informações da imprensa internacional, Tyler – responsável pelo sucesso dos anos 80 Total Eclipse of the Heart – começou a sentir dores abdominais em abril. Dois dias depois, foi levada ao hospital, onde médicos identificaram ruptura do apêndice.

Após a cirurgia, ela teve complicações e seguia internada em estado grave na UTI. A cantora morreu na quarta-feira.

O cirurgião do aparelho digestivo da Rede Meridional Gustavo Peixoto Soares Miguel afirmou que a apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas mais comuns no mundo todo.

Segundo o especialista, a doença é provocada pela inflamação do apêndice, uma pequena estrutura em formato de dedo localizada no início do intestino grosso.

“Na maioria dos casos, o problema começa quando a entrada do órgão é obstruída por fezes endurecidas. Essa obstrução favorece a proliferação de bactérias, provocando a inflamação. Se o tratamento não for realizado a tempo, o órgão pode se romper, espalhando a infecção pela cavidade abdominal”, explicou Gustavo.

Embora não exista um prazo para que ocorra a ruptura, o médico afirma que o risco aumenta após 36 a 48 horas.

Gustavo explica que a apendicite evolui em quatro fases. No início, o paciente costuma apresentar dor em cólica. Com a progressão da inflamação, a dor passa a se concentrar no lado inferior direito do abdômen e pode vir acompanhada de febre baixa.

“Nos estágios mais avançados, ocorre necrose do órgão e, por fim, sua perfuração. Nesse momento, a infecção pode se espalhar pela cavidade abdominal, provocando peritonite e sepse.”

O cirurgião do aparelho digestivo, Felipe Mustafa, destacou que o diagnóstico é feito a partir do exame físico, exames laboratoriais, podendo ser acompanhado de ultrassonografia ou tomografia do abdome.

“A cirurgia ainda é o melhor tratamento. Na maior parte dos casos, a apendicectomia – retirada do apêndice – por videolaparoscopia é a melhor escolha”, salientou o médico.


Saiba mais

O que é o apêndice?



  • É uma pequena “bolsa” em forma de tubo ligada ao começo do intestino grosso (o ceco), no lado inferior direito do abdômen.
  • Ele atua como um reservatório de bactérias benéficas para a flora intestinal e auxilia no sistema imunológico.
  • Ele tem cerca de 10 centímetros de comprimento e não é fundamental para a vida. Ou seja, ele tem uma função, mas se precisar removê-lo não há problema.

Quando a apendicite ocorre?

  • A apendicite é uma inflamação do apêndice, podendo ser causada por algumas situações, entre elas quando há obstrução por fezes endurecidas, por gânglios inchados ou atpe por tumores.

Quem é afetado?

  • A apendicite atinge principalmente adolescentes e jovens, sendo mais comum na faixa etária entre os 10 e 30 anos.
  • Embora qualquer pessoa possa desenvolver a doença, ela é considerada incomum em crianças menores de 5 anos e em adultos.
  • Em idosos, embora não seja tão comum, o risco de complicações é maior.

Como é o tratamento?

  • O tratamento da apendicite é apenas cirúrgico, voltado para a remoção do órgão.
  • O procedimento, geralmente, é feito por videolaparoscopia, com alguns furos na área abdominal do paciente.
  • O ideal é que A cirurgia seja realizada o quanto antes, já que há risco do órgão se romper, fazendo com que o conteúdo fecal se espalhe na cavidade abdominal.
  • Nesse caso, há chance de uma infecção generalizada.

Sintomas de apendicite

  • Os sinais da apendicite nem sempre aparecem de uma só vez.
  • O sinal clássico é uma dor abdominal que começa ao redor do umbigo e que evolui e migra para o quadrante inferior direito, tornando-se muito intensa.
  • Outros sintomas comuns incluem perda de apetite, náuseas ou vômitos, febre, prisão de ventre ou diarreia.

Como é feito o diagnóstico?

  • É feito com base em sinais clínicos e em alguns exames complementares de imagem, que podem ser a ultrassonografia abdominal ou uma tomografia.



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