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Saúde

Soroterapia: médicos explicam tratamento feito por Virgínia e Vini Jr.

Nos EUA, ambos receberam aplicações de vitaminas na veia. Especialistas, porém, alertam sobre riscos do uso indiscriminado

Soroterapia: médicos explicam tratamento feito por Virgínia e Vini Jr.
- Influenciadora e jogador divulgaram fotos e vídeos em sua redes sociais com a equipe de profissionais responsáveis pelo tratamento de soroterapia
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Will Anholetti

Will Anholetti é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Língua Portuguesa e docência no Ensino Superior. Repórter multimídia, escreve para A Tribuna e Tribuna Online.

Última atualização


A divulgação de vídeos da influenciadora Virgínia Fonseca e do jogador Vinicius Júnior recebendo aplicações de vitaminas na veia durante uma viagem aos Estados Unidos reacendeu o debate sobre a chamada “soroterapia”. Apesar do nome popular, especialistas explicam que o termo correto é terapia nutricional injetável ou terapia de reposição endovenosa de nutrientes.

Eles também fazem um alerta: o procedimento não deve ser realizado de forma indiscriminada ou com finalidade estética e de melhora de desempenho, uma vez que seu uso sem indicação médica é contraindicado e pode trazer riscos à saúde.

A terapia consiste na administração, pela veia, de vitaminas, minerais, aminoácidos e outros nutrientes para pacientes que apresentam deficiências comprovadas ou não conseguem absorvê-los adequadamente pelo trato gastrointestinal.

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Segundo a presidente do Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES), Karoline Calfa Pitanga, esse tratamento tem indicações bem estabelecidas pela medicina e não deve ser confundido com os chamados “soros da imunidade”, “da beleza” ou “da disposição”, amplamente divulgados nas redes sociais.

“Se o paciente não apresenta uma deficiência diagnosticada, é contraindicado receber vitaminas e minerais por via endovenosa. Se não existe indicação clínica, o risco supera qualquer benefício”, afirma.

A nutróloga Sandra Fernandes destaca ainda que a infusão de vitaminas e minerais deve ser indicada apenas para pacientes com deficiência nutricional comprovada.

“Nós, que trabalhamos baseados na ciência, nem gostamos do termo ‘soroterapia’. A terapia injetável é indicada para pacientes que retiraram o estômago, parte do intestino, fizeram cirurgias de pâncreas, têm doença de Crohn, doença celíaca ou outras doenças que impedem a absorção dos nutrientes pela alimentação ou pela suplementação oral”, explica.

De acordo com a nutróloga Mariana Comério, o tratamento não é isento de complicações.

“Entre os principais riscos estão flebite (inflamação da veia), hematomas, infecções, reações alérgicas e, em casos mais graves, reação anafilática”.

Saiba mais

O que é?

O procedimento consiste na administração, pela veia, de vitaminas, minerais, aminoácidos e outros nutrientes para pacientes que realmente apresentam necessidade clínica.

Quando é indicado?

A terapia é recomendada a pacientes com deficiência de vitaminas ou minerais comprovada por exames, principalmente quando a reposição oral não é eficaz ou quando há necessidade de correção mais rápida.

Também pode ser indicada para pessoas com doenças que prejudicam a absorção de nutrientes, pacientes pós-cirurgia bariátrica, com doenças intestinais, anemia importante, desnutrição, infecções, recuperação pós-cirúrgica, gestantes em casos específicos e pessoas que não conseguem ingerir suplementos pela via oral.

Contraindicação

Médicos alertam que pessoas saudáveis, sem deficiência comprovada, não devem fazer terapia nutricional injetável, sendo contraindicado.

Avaliação do paciente

A indicação não segue uma fórmula pronta. O médico realiza uma avaliação clínica individualizada e solicita exames laboratoriais para identificar possíveis deficiências nutricionais.

Entre os exames mais comuns estão hemograma, ferritina, vitamina B12, vitamina D, ácido fólico, zinco e magnésio. Em alguns casos, também são avaliados marcadores inflamatórios e a composição corporal do paciente.

Riscos do procedimento

Embora seja considerado seguro quando bem indicado, o tratamento não é isento de riscos. Entre as possíveis complicações estão hematomas, flebite (inflamação da veia), infecções, reações alérgicas, tontura durante a infusão, retenção de líquidos e, em situações raras, reação anafilática.

Por isso, a aplicação deve ser realizada em ambiente adequado e por profissionais capacitados.

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