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As chuvas vão continuar atingindo o Espírito Santo nos próximos dias, pelo menos até o Ano Novo, e só devem alcançar os volumes normais para o verão, iniciado quarta-feira (21), nos meses de janeiro, fevereiro e março.
Segundo a meteorologista da Climatempo e mestre em Ciências Ambientais, Noele Brito, o corredor de umidade que vem da Amazônia para o Sudeste, conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), deve perder força no Espírito Santo a partir desta sexta (23).
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“O tempo mínimo de permanência de uma ZCAS é quatro dias, mas este está há muito mais de uma semana sobre o Espírito Santo. Além disso, há bastante infiltração marítima de ventos carregando umidade do mar para o continente, o que contribui para o volume intenso de chuvas”, explicou.
De acordo com a meteorologista, mesmo com a dissipação da ZACS, começa a se formar o chamado “cavado meteorológico”.
“É a circulação de vento na atmosfera, favorecendo a formação de nuvens de chuva, ainda com a umidade que vem do mar”, relatou a especialista.
Noele Brito afirma que o Norte do Estado deve ter chuva de moderada a forte. Em São Mateus, neste sábado (24), a previsão é de 30 mm e, domingo, 25 mm.
A tenente Andresa Silva, do Corpo de Bombeiros Militar, acrescenta que há cinco alertas de chuva para o Estado.
“O que mais preocupa ainda é o Norte, porque a tendência é continuar as chuvas por lá e o solo já está bem encharcado. Então a gente está com cinco alertas altos. E quase todos eles são para a região do Norte do Estado. Então, o que preocupa a gente ainda é São Mateus e Nova Venécia”, afirmou a tenente.
A meteorologista Noele Brito chama a atenção para as temperaturas médias que devem ficar acima da média no verão, no Espírito Santo.
Sobre as chuvas de Verão, ela observa: “São comuns entre a tarde e a noite, mas não quer dizer que não chova pela manhã”.
A meteorologista lembra ainda que o fenômeno climático La Niña, de resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, que antes não ocorria todos os anos, está acontecendo pelo terceiro ano consecutivo.
“Não é comum, foge totalmente do que a ciência conhece sobre esse fenômeno. Causa chuvas mais intensas no Nordeste, mais frentes frias, e tem sido motivo de estudo da comunidade científica”, destaca a especialista.
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