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Café mais resistente com cultivo orgânico no campo capixaba

Cultivo orgânico no Espírito Santo alcançou produtividade de até 48,2 sacas por hectare, sem uso de agrotóxicos sintéticos

Café mais resistente com cultivo orgânico no campo capixaba
- Maurício Fornazier disse que as novas variedades ampliam as opções dos produtores e destacou bom desempenho
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Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

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O desenvolvimento de novas variedades de café arábica está ampliando as opções para os cafeicultores do Estado. Após anos de pesquisas, o Incaper identificou materiais adaptados às condições do Estado, resistentes à ferrugem do cafeeiro e com bom desempenho em lavouras conduzidas no sistema orgânico.

Os resultados são fruto de avaliações realizadas durante cinco safras em propriedades de Santa Maria de Jetibá e Domingos Martins, dois dos principais polos de produção de café arábica no Estado. Nesse período, os pesquisadores acompanharam o comportamento de diferentes variedades em sistema orgânico, registrando produtividades entre 35,4 e 48,2 sacas por hectare.

“Esses resultados mostram que é possível produzir café arábica orgânico com elevada produtividade quando se utilizam variedades adaptadas às condições do Espírito Santo e um manejo adequado”, afirma o pesquisador do Incaper e coordenador do estudo, Maurício Fornazier.

Entre as variedades avaliadas, a IPR 103 foi a que apresentou melhor desempenho. Segundo os pesquisadores, o material tem potencial para atingir cerca de 86 sacas por hectare na safra de 2026.

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Além das características das plantas, o estudo também avaliou práticas de manejo adotadas nas áreas experimentais, como o plantio adensado e a manutenção de cobertura vegetal sobre o solo.

Essas técnicas contribuem para conservar a umidade, reduzir processos erosivos e melhorar as condições para o desenvolvimento das lavouras.

“As avaliações continuam em diferentes regiões produtoras para identificar quais variedades apresentam melhor adaptação a cada ambiente de cultivo. Esse trabalho permite ampliar o número de opções disponíveis aos cafeicultores capixabas e gerar recomendações mais precisas para cada região”, destaca Ferrão.

As pesquisas integram o projeto “Novas variedades de café arábica para o Espírito Santo”, desenvolvido pelo Incaper.

Uma nova unidade experimental foi implantada em Domingos Martins, onde os pesquisadores vão avaliar o desempenho das variedades em áreas de maior altitude e verificar a influência das condições climáticas na qualidade da bebida.



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