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Caqui da altitude, produzido no ES: mais doce e lucrativo

Fruta ganha sabor mais intenso no frio da montanha e sustenta produção que abastece o Estado e chega a outros mercados

Caqui da altitude, produzido no ES: mais doce e lucrativo
- Flávio e Hilton Fassarela mantêm o cultivo de caqui há mais de 18 anos, preservando tradição agrícola
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Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

Última atualização


A variedade de caqui Rama Forte tem ampliado a renda de uma família de agricultores em Córrego Fortuna, em Alfredo Chaves. Cultivado a cerca de 950 metros de altitude, o fruto se destaca pela resistência a pragas, sabor mais doce e padrão de qualidade. Esses atributos asseguram boa aceitação no mercado, fortalecem a lucratividade e consolidam a produção familiar como referência na região.

Pai e filho, Flávio André Mozer Fassarela, 35 anos, e Hilton Fassarela, 74, mantêm o cultivo de caqui há mais de 18 anos.

Ao longo desse período, preservaram uma tradição agrícola que se adaptou às características das áreas de montanha.

De acordo com a família, a produção anual alcança cerca de 60 toneladas, com colheita prevista até o fim de maio. “Para obter frutos de qualidade, é fundamental corrigir o solo e contar com condições climáticas favoráveis”, afirma Flávio Fassarela.

Segundo o produtor, o inverno com temperaturas mais amenas contribui para intensificar o sabor da fruta. Ele também alerta para os efeitos das mudanças climáticas, que já impactam o desenvolvimento das safras.

A produção da família Fassarela abastece o mercado capixaba e chega a cidades de outros estados, ampliando a presença do produto além das divisas do Espírito Santo. Além do caqui, a propriedade cultiva jiló, inhame e batata-baroa. A diversificação reforça a renda da família e evidencia a capacidade produtiva dos agricultores de São Bento de Urânia.

De acordo com o secretário municipal de Agricultura de Alfredo Chaves, Felipe Lovatti, o trabalho da família Fassarela confirma a importância da agricultura familiar para a economia local.

“Alfredo Chaves, além do inhame, café, banana e leite, também se destaca na produção de outras culturas. Essa diversidade tem papel relevante do ponto de vista econômico e social para o município”, afirma.

Para o técnico extensionista do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), João Medeiros, iniciativas como a da família Fassarela demonstram o potencial da assistência técnica aliada à experiência no campo. “O acompanhamento técnico contribui para o aumento da produtividade e para a melhoria da qualidade dos produtos”, finaliza.

Caqui Rama Forte

De onde vem

De Origem asiática, com cultivo tradicional na China e no Japão, foi introduzido no Brasil por imigrantes japoneses

Características

  • Polpa firme, coloração alaranjada e sabor adocicado
  • Boa resistência a pragas e menor índice de perdas
  • Indicado para regiões de clima ameno e áreas de altitude
  • Versátil no consumo e com boa aceitação no mercado
  • Preço varia conforme a safra, com média entre R$ 2 e R$ 3,50 o quilo

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