- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
Economia

Indústrias e bares mudam bebidas de olho nos jovens

Buscando conquistar um público que bebe cada vez menos, empresas apostam em redução no álcool e melhora na qualidade

Indústrias e bares mudam bebidas de olho nos jovens
- Cuidado com a estética no preparo de drinques é uma preocupação cada vez maior, no intuito de oferecer uma boa experiência ao público consumidor
Foto de perfil de Gustavo Andrade

Gustavo Andrade

Jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa, atua como repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online, com foco na editoria de Economia e produção de reportagens especiais. Escolheu a profissão por sempre gostar de escrever, além da paixão por esportes e música. Possui experiência também com assessoria de imprensa e produção de vídeos.

Última atualização


Para conquistar os jovens, indústrias e bares estão mudando bebidas e a rotina. O consumo de bebidas alcoólicas no mercado brasileiro vem passando por uma transformação, impulsionado por mudanças no comportamento dos consumidores.

Jovens adultos bebem menos do que gerações anteriores, e esse comportamento força bares e restaurantes a rever cardápios, com novos drinques e cervejas premium, por exemplo, e também espaços e modelos de experiência.

Diante disso, a indústria também tem se ajustado. As mudanças nos padrões de consumo vão desde o aumento da demanda por bebidas com pouco ou nenhum álcool até a valorização de experiências personalizadas e a busca por conveniência no serviço.

Entre os jovens da geração Z, de 16 a 30 anos, apenas 45% afirmam beber — bem menos que nas gerações anteriores, aponta uma pesquisa da MindMiners, feita com 3 mil pessoas. Já entre os Millenials (que hoje têm entre 31 e 41 anos), 57% mantêm o hábito. Na geração X (entre 42 e 61 anos), o número sobe para 67%, e entre os Boomers (entre 62 e 78 anos), chega a 65%.

Para José Eduardo Camargo, líder de Conteúdo e Inteligência da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), as tendências abrem oportunidades. “Os consumidores estão cada vez mais atentos à qualidade do que consomem e buscam alternativas que proporcionem prazer sem abrir mão do bem-estar”, explicou.

As empresas do setor de bebidas, por sua vez, vêm se adaptando a esse mercado, onde o álcool perde espaço. “O segmento de bebidas sem álcool é o que mais cresce, especialmente no caso das cervejas”, disse Mariana Thibes, coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa).

Segundo a pesquisadora, opções com menor teor alcoólico também ganham espaço como estratégia de redução de consumo e de eventuais danos à saúde, inclusive entre outras faixas etárias.

Os sindicatos da Indústria de Bebidas em Geral do Estado (Sindibebidas) e de Bares e Restaurantes do Estado (Sindbares) foram procurados, mas não responderam até o fechamento da edição.

Saiba mais

Mudanças

O consumo de bebidas alcoólicas no mercado brasileiro vem passando por uma transformação, impulsionado por mudanças no comportamento dos consumidores. E as empresas, por sua vez, adaptam os portfólios e as estratégias de marketing.

As mudanças nos padrões de consumo vão desde o aumento da demanda por bebidas com pouco ou nenhum álcool até a valorização de experiências personalizadas e a busca por conveniência no serviço.

Além do cardápio, o ambiente muda. Bares voltados ao público jovem investem em jogos, eventos temáticos, design marcante e espaços pensados para interação social. A proposta é reduzir o álcool como elemento central e ampliar atividades que permitam convivência sem pressão para beber.

Esse reposicionamento reflete uma tendência mais ampla: espaços de convivência passam a priorizar pertencimento, estética e experiências compartilhadas.

Consumo de cerveja sem álcool

O consumo de cervejas sem álcool no Brasil cresceu mais de 200% entre 2020 e 2023, passando de 197,8 milhões para 649,9 milhões de litros, segundo a Euromonitor. A expectativa é que o volume tenha se aproximado de 1 bilhão de litros em 2025.

O País já é o segundo maior mercado mundial de cerveja zero, apontam os dados da World Brewing Alliance (WBA), associação comercial internacional da indústria cervejeira.

O cenário revela um público mais aberto à moderação e à experimentação. Mesmo quem continua bebendo, faz isso com mais critério. Essa busca por qualidade impulsiona rótulos premium.

A indústria também tem se ajustado. A Ambev, maior cervejaria do País, afirma que rótulos como Bud Zero, Corona Cero e Stella Pure Gold têm ganhado força, e a companhia projeta que o segmento de cervejas sem álcool cresça até cinco vezes mais rápido que o das tradicionais até 2028.

Fonte: Abrasel, Valor Econômico e site G1.


Mais Lidas

Ver tudo ›