A abertura do ano nesta segunda-feira (02) na Assembleia Legislativa foi recheada de sinais eleitorais. Desde as falas de deputados nas conversas de corredores até aos discursos do governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), e do presidente da Casa, Marcelo Santos (União).
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Nas últimas semanas, muito tem se falado a respeito das pretensões do PSD, comandado no Espírito Santo pelo prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos (PSD), e com influência do ex-governador Paulo Hartung (PSD).
Como Hartung tem endossado cada vez mais o nome do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Rep), ao governo do Estado, conforme declarações nas últimas semanas, o nome do ex-governador tem surgido cada vez mais nos bastidores como possível candidato ao Senado neste ano. O próprio presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, já disse algumas vezes que gostaria de vê-lo no Senado.
Pensando nisso, na teoria, há um impasse: o deputado estadual Sergio Meneguelli (Republicanos), que recebeu quase 140 mil votos em 2022 e está apalavrado para se filiar ao PSD. Ele também mira vaga ao Senado.
O parlamentar deu uma breve entrevista à coluna sobre o assunto. Veja abaixo, na íntegra:
Deputado, como o senhor tem visto esses movimentos recentes dentro do PSD quanto a vaga ao Senado?
Meneguelli – “Se depender 100% do presidente Renzo Vasconcelos, tenho minha entrada no partido garantida. Esse ano ninguém vai me fazer de trouxa, ou eu sou candidato a senador ou estou fora das eleições. Esse é o plano único. O PSD é o partido que me abriu as portas, é o que eu estou mais próximo, mas há diálogo com outras siglas. Sinto que a maioria dos partidos deseja meu passe para eu disputar vaga à Câmara Federal.
Mas eu já disse que é 100% de certeza que eu não disputo federal ou estadual. Se alguém está pensando que eu vou ajudar a puxar voto na chapa, pode tirar o cavalinho da chuva.
Eu tenho humildade em dizer que o nome de Hartung é mais pesado que o meu dentro do partido, eu tenho muito respeito por ele, mas me prometeram a vaga antes de ele se filiar. Que tenhamos tratamento igual, ou seja, que o partido tenha as duas candidaturas ao Senado, ou eu teria de ter a preferência.
Volto a dizer, existem outros partidos que tenho conversado, inclusive diretamente com as lideranças dessas legendas em Brasília”.
Mais detalhes na versão impressa e digital de A Tribuna de terça-feira (03).