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1º dia de Desfiles do Carnaval do ES exalta a ancestralidade, fé e resistência

Noite também foi marcada por intercorrências técnicas no som e protesto com robôs referente ao caso do cão Orelha

1º dia de Desfiles do Carnaval do ES exalta a ancestralidade, fé e resistência
- Cinco agremiações cruzaram a avenida do Sambão do Povo
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Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

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A primeira noite de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial, realizada na sexta-feira (7), levou ao Sambão do Povo enredos marcados pela ancestralidade, pela fé e pela resistência cultural. Cinco agremiações cruzaram a avenida em apresentações que exaltaram a identidade popular e a força das comunidades, mesmo diante de imprevistos técnicos.

A abertura ficou por conta da Pega no Samba, que apresentou um desfile com forte simbologia espiritual e referências à proteção da natureza, reunindo elementos indígenas e afro-brasileiros em uma narrativa de conexão com os saberes ancestrais.

Na sequência, a Novo Império enfrentou problemas no sistema de som da avenida logo no início do desfile, o que dificultou a audição do samba-enredo. Apesar da falha técnica, a escola manteve a evolução e contou com o canto dos componentes e o ritmo da bateria para sustentar a apresentação até o fim.

A Unidos de Jucutuquara levou à pista um enredo marcado pelo protagonismo feminino, com alas e alegorias que exaltaram mulheres como símbolos de força, resistência e transformação social.

Já a Mocidade Unida da Glória (MUG) apostou em um desfile com viés ambiental e histórico, conectando memória, território e preservação da vida. Encerrando a noite, a Imperatriz do Forte apresentou um espetáculo centrado na fé e nas tradições de matriz africana, celebrando rituais, orixás e a ancestralidade como pilares da cultura popular.

Mesmo com intercorrências técnicas ao longo da noite, o público acompanhou apresentações que reafirmaram o Carnaval de Vitória como espaço de expressão cultural, identidade comunitária e superação coletiva. Os desfiles do Grupo Especial continuam no sábado (8), com as demais escolas entrando na avenida. 



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